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A paridade da porca pode afetar a ontogenia imunológica do leitão

A atividade do sistema imune pode ter o início disparado por eventos durante o parto, pelo colostro e pelo ambiente, visando promover proteção contra moléculas estranhas e microrganismos que estão iniciando sua colonização e desafiando o animal

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A paridade da porca pode afetar a ontogenia imunológica do leitão

A suinocultura tem evoluído muito nos últimos anos, sendo responsável pela produção de 4,701 milhões de toneladas e tornando o Brasil o quarto maior produtor e exportador de carne suína (ABPA 2022). Esta evolução é resultado de intensas melhorias no processo e avanços no desenvolvimento genético, principalmente aumentando a prolificidade das fêmeas, e, consequentemente, aumentando o número de nascidos para 13,5 nascidos vivos por fêmea resultando em 28,9 desmamados/fêmea/ano (Bittencourt, C. G 2020).

O aumento no tamanho da leitegada gerou uma heterogeneidade de peso e tamanho dos leitões. Assim, se fez fundamental o estudo mais aprofundado sobre a importância dos componentes imunológicos do colostro suíno. Estes componentes fornecem imunidade ao leitão recém-nascido, considerando que a ingestão de colostro é a única forma de aquisição de imunidade materna, pois devido à natureza epiteliocorial da placenta suína, impermeabiliza a transferência de anticorpos maternos via uterina, sendo fundamental a ingestão de colostro nas primeiras horas de vida (Le Devidich et al, 2005).

Durante a vida intrauterina, o feto é capaz de responder à estimulação antigênica num período relativamente precoce do seu desenvolvimento. Como o ambiente uterino no suíno é praticamente estéril não havendo, normalmente, estimulação antigênica, o que faz com que não haja produção de anticorpos pelo feto. Portanto, o leitão é agammaglobulêmico ao nascimento tornando-o imunodeficiente até o desmame.

A atividade do sistema imune pode ter o início disparado por eventos durante o parto, pelo colostro e pelo ambiente, visando promover proteção contra moléculas estranhas e microrganismos que estão iniciando sua colonização e desafiando o animal (McCauley & Hartmann, 1984). De fato, as primeiras quatro semanas de vida dos leitões são um período crítico em que esses animais apresentam maior susceptibilidade às doenças.

Dentre os fatores que contribuem para essa situação, destaca- se a imaturidade do sistema imune do leitão recém-nascido. Esses leitões não são capazes de desenvolverem uma resposta imune satisfatória, já que ainda apresentam uma imaturidade funcional do sistema imune e do tempo necessário para a geração de imunidade humoral e celular (Pomorska-Mol et al., 2010; Salmon et al., 2009).

Leia a matéria completa na edição 307 da Suinocultura Industrial

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