Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 71,98 / kg
Soja - Indicador PRR$ 123,24 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 130,20 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 10,21 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 6,96 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 6,76 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 6,68 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 6,65 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 6,80 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 182,51 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 200,46 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 207,25 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 223,39 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 173,72 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 201,21 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,03 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,07 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.219,92 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.093,06 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 222,89 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 196,13 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 187,56 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 197,23 / cx
Sanidade

Aves vivas na Expointer: segurança sanitária ou risco para a avicultura gaúcha?

Apesar dos protocolos reforçados, o retorno das aves ocorre em um cenário em que o Rio Grande do Sul já registrou casos de influenza aviária em 2023 e também em 2025, levantando dúvidas sobre os riscos sanitários em eventos de grande porte

Compartilhar essa notícia
Aves vivas na Expointer: segurança sanitária ou risco para a avicultura gaúcha?

Depois de dois anos de ausência, as aves vivas voltaram à Expointer 2025, em Esteio (RS). A decisão reacende uma questão central: é seguro permitir a presença desses animais em um evento de grande porte, especialmente após o Rio Grande do Sul registrar um caso de influenza aviária em granja comercial?

Estrutura reforçada, mas suficiente?

A Secretaria da Agricultura (SEAPI) e a comissão organizadora garantem que o retorno só foi autorizado após a instalação de um pavilhão totalmente telado, com barreiras físicas para impedir o contato entre aves expostas e silvestres. Além disso, a entrada dos animais depende de exames, atestados veterinários e fiscalização rigorosa de fiscais estaduais agropecuários.

Mas especialistas lembram que, mesmo com protocolos, nenhum sistema é infalível. O risco de entrada e disseminação de vírus em um espaço com grande circulação de público sempre existe, e a influenza aviária tem mostrado alta capacidade de propagação no mundo.

Fiscalização intensa, mas desafios persistem

São 119 servidores estaduais mobilizados para atuar na vigilância do evento, incluindo fiscais agropecuários e técnicos agrícolas. A Afagro (Associação dos Fiscais Agropecuários do RS) defende que a forte presença da fiscalização é o que garante segurança e credibilidade à decisão.

No entanto, pesquisadores apontam que, na prática, falhas estruturais de biosseguridade ainda são comuns em granjas gaúchas, como vedação inadequada e acesso de aves silvestres. Isso levanta a dúvida: se há dificuldades no dia a dia da produção, seria possível manter o controle absoluto em um evento aberto ao público?

Impacto e responsabilidade coletiva

O retorno das aves foi comemorado por criadores, que veem na exposição uma oportunidade de valorizar raças e resgatar tradições. Foram registradas 381 aves e 542 pássaros, um aumento de quase 30% na participação de animais em relação a 2024.

Ainda assim, fica a pergunta: o ganho econômico e cultural compensa o risco sanitário? E mais — se um novo foco de influenza aviária surgisse a partir de um evento dessa magnitude, qual seria o impacto para a avicultura comercial, responsável por bilhões em exportações?

Conclusão em aberto

A volta das aves vivas à Expointer 2025 representa, ao mesmo tempo, um avanço simbólico para criadores e um desafio sanitário para autoridades e técnicos. Com protocolos reforçados, a feira busca garantir segurança, mas o debate permanece: em tempos de influenza aviária, o espaço de exposição é também um espaço de risco?

Assuntos Relacionados
AviculturaboletimAIBrasileventoSanidade
Mais lidas
Cotação
Fonte CEPEA
  • Milho - Indicador
    Campinas (SP)
    R$ 71,98
    kg
  • Soja - Indicador
    PR
    R$ 123,24
    kg
  • Soja - Indicador
    Porto de Paranaguá (PR)
    R$ 130,20
    kg
  • Suíno Carcaça - Regional
    Grande São Paulo (SP)
    R$ 10,21
    kg
  • Suíno - Estadual
    SP
    R$ 6,96
    kg
  • Suíno - Estadual
    MG
    R$ 6,76
    kg
  • Suíno - Estadual
    PR
    R$ 6,68
    kg
  • Suíno - Estadual
    SC
    R$ 6,65
    kg
  • Suíno - Estadual
    RS
    R$ 6,80
    kg
  • Ovo Branco - Regional
    Grande São Paulo (SP)
    R$ 182,51
    cx
  • Ovo Branco - Regional
    Branco
    R$ 200,46
    cx
  • Ovo Vermelho - Regional
    Grande São Paulo (SP)
    R$ 207,25
    cx
  • Ovo Vermelho - Regional
    Vermelho
    R$ 223,39
    cx
  • Ovo Branco - Regional
    Bastos (SP)
    R$ 173,72
    cx
  • Ovo Vermelho - Regional
    Bastos (SP)
    R$ 201,21
    cx
  • Frango - Indicador
    SP
    R$ 7,03
    kg
  • Frango - Indicador
    SP
    R$ 7,07
    kg
  • Trigo Atacado - Regional
    PR
    R$ 1.219,92
    t
  • Trigo Atacado - Regional
    RS
    R$ 1.093,06
    t
  • Ovo Vermelho - Regional
    Vermelho
    R$ 222,89
    cx
  • Ovo Branco - Regional
    Santa Maria do Jetibá (ES)
    R$ 196,13
    cx
  • Ovo Branco - Regional
    Recife (PE)
    R$ 187,56
    cx
  • Ovo Vermelho - Regional
    Recife (PE)
    R$ 197,23
    cx

Relacionados

SUINOCULTURA 328
Anuário AI – Edição 1342
Anuário SI – Edição 327
SI – Edição 326
AI – 1341