Entenda como a Tensão EUA-China abre mercado chinês para soja brasileira e transforma o agronegócio do Brasil
Tensão EUA-China abre mercado chinês para soja brasileira

A prolongada disputa comercial entre os Estados Unidos e a China continua a redefinir as rotas do agronegócio global, consolidando o Brasil como um fornecedor estratégico e cada vez mais diversificado para o gigante asiático. Se antes a relação era dominada pela soja, agora o conflito impulsiona de forma expressiva as exportações de outras cadeias produtivas, como a carne bovina e o milho, que encontram em Pequim um mercado em franca expansão.
A soja permanece como o principal pilar desta parceria. Em setembro, a China foi o destino de 92% de toda a soja exportada pelo Brasil, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). No acumulado do ano, essa participação atinge 77%. Do lado chinês, o movimento é igualmente recorde: as importações da oleaginosa somaram 12,9 milhões de toneladas no último mês, o maior volume já registrado para setembro, com as processadoras locais priorizando a oferta sul-americana em detrimento da norte-americana.
Novas frentes se abrem também para outros grãos. O sorgo, por exemplo, tem grande potencial de crescimento após a assinatura de um protocolo sanitário entre os dois países em dezembro de 2024. “O sorgo certamente crescerá nos próximos anos”, afirma Lima. Para o milho, o cenário é promissor, mas com nuances. A China já é o quarto principal destino do cereal brasileiro, com 4,2% das exportações entre janeiro e setembro, atrás de Irã (22,4%), Egito (17,1%) e Vietnã (8,8%). Contudo, a recente redução na previsão de importação chinesa para a safra 2025/26, de 7 para 6 milhões de toneladas, pode aumentar a concorrência e a volatilidade nos preços globais, exigindo atenção dos produtores brasileiros.
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