Soja estável em Chicago: descubra as implicações das tensões comerciais entre Estados Unidos e China para o mercado
Soja estável em Chicago com tensões EUA-China e perspectiva de acordo

Os preços da soja mantiveram a tônica de pouca oscilação na bolsa de Chicago nesta quarta-feira (15/10). Após leves movimentos de altas e baixas nas últimas sessões, os contratos da oleaginosa para novembro fecharam estáveis, cotados a US$ 10,0650 o bushel.
O mercado da soja segue pautado pelas tensões comerciais entre Estados Unidos e China. Os EUA anunciaram taxas de US$ 50 por tonelada para navios chineses, com aumento gradual até 2028, e a China retaliou com tarifas de US$ 56 por tonelada para navios americanos.
Além disso, o presidente Donald Trump afirmou em uma rede social que considera encerrar parte dos laços comerciais com a China, incluindo o aumento das taxas para a importação de óleo de cozinha (UCO), utilizado pelos americanos na produção de biodiesel.
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Ronaldo Fernandes, analista da Royal Rural, sugere que esse aumento nas tensões faz parte de uma estratégia de negociação e pode, na verdade, ser um facilitador para um possível acordo. Ele aponta que as tarifas sobre navios pesam para ambos os países e que a China, responsável por 40% das vendas globais de UCO, tem interesse em evitar as barreiras. Na visão do analista, um eventual acerto entre americanos e chineses “inverte todo o movimento do mercado atual, com dólar perdendo força e a soja subindo”.
O milho voltou a subir na bolsa de Chicago, com ganhos considerados tímidos quando comparados com as quedas recentes. Os contratos com entrega para dezembro subiram 0,91%, fechando a US$ 4,1675 por bushel.
Os preços do trigo seguiram em movimentação lateral, com os papéis para dezembro fechando em queda de 0,30%, cotados a US$ 4,9875 o bushel.





















