O sequenciamento do vírus da PSA na Catalunha confirma que não foi originado do laboratório IRTA-CReSA. Entenda os detalhes
DNA revela que vírus da PSA em javalis não veio de laboratório de pesquisa vizinho

Uma análise genética conduzida pelo Instituto de Pesquisa Biomédica (IRB Barcelona) trouxe uma reviravolta na investigação do surto de Peste Suína Africana (PSA) na Catalunha.
O sequenciamento do vírus detectado nos javalis de Cerdanyola revelou que ele não corresponde a nenhuma das estirpes armazenadas no centro de pesquisa vizinho, o IRTA-CReSA. Embora o governo catalão trate os dados com cautela aguardando a validação final do laboratório de referência em Madri, o achado enfraquece a hipótese de um vazamento acidental das instalações científicas, que já haviam sido auditadas e consideradas seguras.
A complexidade do caso aumentou com a descoberta de que o patógeno em circulação é, na verdade, uma “nova variante” de baixa virulência. O DNA analisado não bate com nenhuma das 800 variantes de PSA catalogadas mundialmente. Sua “parente” mais próxima é a cepa da Geórgia, mas com uma distância genética significativa de 27 mutações.
Leia também no Agrimídia:
- •ABCS promove Escola de Gestores 2026 com foco em comportamento do consumidor e decisões estratégicas no mercado de proteínas
- •Suinocultura registra queda de preços e depende das exportações para ajuste interno
- •Filipinas reduzem drasticamente casos de Peste Suína Africana e projetam avanço da suinocultura em 2026
- •Peso recorde das carcaças sustenta produção de carne suína no Reino Unido em janeiro
Segundo Toni Gabaldón, pesquisador do IRB, isso sugere que o vírus evoluiu silenciosamente através de mutações acumuladas, e a origem exata da introdução desse agente na natureza pode nunca ser descoberta, permanecendo no campo das hipóteses.
Enquanto a ciência tenta rastrear a origem, as autoridades sanitárias lutam para conter o avanço físico da doença. O Ministério da Agricultura da Espanha confirmou a morte de mais dois animais, elevando para 29 o número total de javalis infectados.
Como os casos estão concentrados geograficamente, a zona de risco permanece em um raio de 6 km. Nesta área, o acesso humano a parques naturais e florestas segue estritamente proibido para evitar a dispersão mecânica do vírus, visando proteger os suínos domésticos de uma eventual contaminação.
Referência: Catalan News

















