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Síndromes Respiratórias em Suínos: enfoque em Saúde Única na Suinocultura Industrial de Fevereiro

Por Fernando Rosado Spilki, da Universidade Feevale e do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Vigilância Genômica de Vírus

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Síndromes Respiratórias em Suínos enfoque em Saúde Única na Suinocultura Industrial de Fevereiro

As doenças respiratórias estão entre os principais entraves sanitários e econômicos da suinocultura intensiva. Integram o Complexo das Doenças Respiratórias dos Suínos (CDRS), caracterizado por interações entre vírus e bactérias, frequentemente em coinfecções, com impacto direto sobre ganho médio diário (GMD), conversão alimentar, uniformidade de lotes, mortalidade e condenações ao abate.

Além das perdas produtivas, destaca-se o aumento no uso de antimicrobianos, tema central no debate global sobre resistência bacteriana e Saúde Única.

Fatores como alta densidade, ventilação inadequada, mistura de lotes e falhas em biosseguridade favorecem a manutenção dos agentes no sistema produtivo. Programas consistentes de “tudo dentro/tudo fora”, quarentena de reposição, controle de trânsito, ambiência adequada e vacinação estruturada são determinantes para estabilidade sanitária.

Principais agentes respiratórios em suínos

Influenza A em suínos

A Influenza A é endêmica globalmente. Nos rebanhos suínos predominam os subtipos H1N1, H1N2 e H3N2, com eventos recorrentes de transbordo humano–suíno documentados desde 2009.

Clinicamente, observa-se febre, tosse, taquipneia e queda abrupta de desempenho. A morbidade é elevada e a mortalidade tende a ser baixa na ausência de coinfecções. Lesões típicas incluem consolidação cranioventral pulmonar.

A vacinação reduz sinais clínicos e excreção viral, mas depende de compatibilidade antigênica com as linhagens circulantes.

Síndrome Reprodutiva e Respiratória dos Suínos (PRRS)

A Síndrome Reprodutiva e Respiratória dos Suínos é um dos principais problemas sanitários globais, combinando falhas reprodutivas e doença respiratória.

O Brasil mantém status de país livre, condição estratégica para exportações. Em regiões endêmicas, o controle envolve vacinação, estabilização de plantéis e rigor em biosseguridade.

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