Tyson Foods encerra operações em Roma com a demissão de 168 funcionários; saiba mais sobre os motivos por trás dessa escolha
Tyson Foods anuncia fechamento de mais uma unidade nos EUA e demissão em massa

A Tyson Foods comunicou às autoridades dos Estados Unidos o fechamento de mais uma unidade industrial, desta vez localizada em Rome, no estado da Geórgia. A medida resultará na demissão de 168 funcionários, que já foram oficialmente notificados sobre o encerramento das atividades.
De acordo com documento protocolado no dia 26 de março junto ao sistema de faculdades técnicas da Geórgia, responsável também por programas de desenvolvimento econômico e da força de trabalho, os contratos de trabalho serão encerrados em 31 de maio. O prazo respeita a legislação norte-americana conhecida como WARN Act, que exige aviso prévio mínimo de 60 dias em casos de desligamentos em massa.
Perda de contratos motivou encerramento da unidade
Segundo a empresa, a decisão de encerrar as operações da planta em Rome está diretamente relacionada à perda de contratos comerciais. A unidade era operada pela The Hillshire Brands Company, subsidiária da Tyson Foods.
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Apesar da existência de acordo coletivo de trabalho vigente, que prevê mecanismos de substituição interna de funcionários, a companhia informou que não haverá possibilidade de realocação dos trabalhadores, uma vez que se trata do fechamento definitivo da instalação.
Em comunicado oficial, a empresa destacou que pretende conduzir o processo de encerramento com o menor impacto possível para os colaboradores, suas famílias e a comunidade local.
Reestruturação ocorre em cenário de pressão sobre custos na pecuária
O fechamento da unidade na Geórgia se soma a outras medidas recentes adotadas pela Tyson Foods. Em novembro de 2025, a companhia já havia anunciado o encerramento das operações em Lexington, no estado de Nebraska, além da redução das atividades em uma planta localizada em Amarillo, no Texas.
Essas decisões ocorrem em um contexto desafiador para a indústria de proteína animal nos Estados Unidos, marcado pela oferta limitada de bovinos para abate. A escassez de animais tem pressionado os preços do gado, elevando os custos de produção para as empresas frigoríficas e impactando também os preços da carne bovina ao consumidor final.
Ajustes indicam reconfiguração do setor nos Estados Unidos
O movimento da Tyson Foods reflete um processo mais amplo de readequação da indústria de carnes norte-americana, diante de mudanças na disponibilidade de matéria-prima e nas condições de mercado. A combinação entre custos elevados e necessidade de eficiência operacional tem levado empresas do setor a revisar suas estruturas produtivas.
Nesse cenário, o fechamento de unidades e a reorganização das operações sinalizam uma busca por maior equilíbrio financeiro e adaptação às novas dinâmicas da cadeia de proteína animal.
Referência: Valor Econômico/ CNN Brasil





















