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Sanidade animal

Componentes de levedura mostram potencial no controle da PRRS na suinocultura

Estudo aponta redução de febre, inflamação, carga viral e mortalidade com uso de aditivos na ração

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Componentes de levedura mostram potencial no controle da PRRS na suinocultura

Uma pesquisa recente indica que compostos derivados de levedura podem contribuir para mitigar os efeitos da Síndrome Reprodutiva e Respiratória Suína em animais desmamados. O estudo, publicado no Journal of Animal Science, avaliou diferentes frações desses componentes na alimentação e observou impactos positivos em parâmetros clínicos e produtivos.

A PRRS segue como uma das enfermidades mais onerosas da suinocultura mundial, com prejuízos expressivos à produção. Nos Estados Unidos, as perdas associadas à doença são estimadas em cerca de US$ 1,2 bilhão em 2026, refletindo a complexidade do seu controle e os desafios sanitários enfrentados pelo setor.

A pesquisa conduzida pela Phileo by Lesaffre analisou o efeito de frações específicas da parede celular de levedura. Animais que receberam esse tipo de suplementação apresentaram redução de febre e inflamação após a infecção. Já aqueles alimentados com beta-glucanos isolados demonstraram menor carga viral e redução da mortalidade.

Nutrição

Os compostos avaliados incluem beta-glucanos e mananas, polissacarídeos presentes nas paredes celulares de leveduras. Essas substâncias são reconhecidas por sua atuação sobre o sistema imunológico e pela capacidade de favorecer a saúde intestinal, especialmente na fase de creche.

As mananas podem contribuir para o aumento de células de defesa e auxiliar no controle de processos inflamatórios, enquanto os beta-glucanos atuam na ativação de receptores imunológicos, favorecendo a resposta do organismo frente a agentes infecciosos.

No experimento, animais desmamados aos 21 dias foram distribuídos em diferentes grupos e submetidos a dietas específicas ao longo de 42 dias. Após o desafio com o vírus da PRRS, os grupos suplementados com frações de parede celular apresentaram temperatura corporal mais baixa e melhor desempenho em ganho de peso. Já os que receberam beta-glucanos tiveram menor presença do vírus no sangue.

Infecções

Além dos efeitos diretos da PRRS, pesquisadores também investigaram a presença de bactérias associadas à doença. Um segundo estudo identificou diferenças no perfil microbiológico entre suínos positivos e negativos para o vírus.

Nos animais sem infecção, foram observadas bactérias como Streptococcus, Glaesserella, Segatella e Filobacterium. Já nos suínos infectados, destacaram-se microrganismos como Mesomycoplasma, Clostridium e Trueperella.

Os resultados reforçam a importância de estratégias integradas de controle, considerando não apenas o vírus, mas também agentes secundários que podem agravar o quadro clínico.

Fonte: Food agribusiness

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