Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 68,79 / kg
Soja - Indicador PRR$ 148,00 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 154,57 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 7,38 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 4,86 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 5,02 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 4,53 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 4,56 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 4,62 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 129,63 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 131,67 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 140,76 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 146,40 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 123,24 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 133,97 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,30 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,27 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.454,12 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.340,05 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 159,05 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 131,75 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 140,12 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 147,00 / cx
Destaque Todas Páginas
Sustentabilidade

Estudo aponta potencial de 314,3 milhões de Créditos de Carbono para o Agro brasileiro até 2035

Estratégia moderada de comercialização internacional via Acordo de Paris ou aviação civil pode injetar até R$ 3,5 bilhões na economia rural; gargalo atual reside na regulamentação operacional

Compartilhar essa notícia
Estudo aponta potencial de 314,3 milhões de Créditos de Carbono para o Agro brasileiro até 2035
Um levantamento inédito realizado pela consultoria Carbonn Nature, com apoio do Instituto Equilíbrio e do Instituto de Estudos do Agronegócio (IEAg), ligado à Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG), revelou que o agronegócio brasileiro possui potencial para gerar até 314,3 milhões de créditos de carbono entre os anos de 2025 e 2035.
O trabalho, intitulado “O Agronegócio Brasileiro no Mercado de Carbono Internacional: Oportunidades Econômicas, Elegibilidade e Impactos na NDC”, foi apresentado durante o Fórum de Agro & Sistemas Alimentares, integrante da programação da São Paulo Climate Week.
O estudo demonstra que não é necessário comprometer grandes volumes da meta climática nacional para obter retornos financeiros expressivos. Uma estratégia moderada de autorização comercial — que utilize apenas 4% do impacto total sobre a segunda NDC brasileira (Contribuição Nacionalmente Determinada assumida no Acordo de Paris) — permitiria negociar cerca de 15,7 milhões de toneladas de CO₂ equivalente no mercado global.
A destinação desses créditos em modelos regulados internacionais pode abrir duas rotas principais de monetização para o produtor rural brasileiro:
As transações via ITMOs ocorrem quando o governo brasileiro autoriza formalmente a transferência do crédito para que outro país contabilize essa redução em sua própria meta nacional. Já o enquadramento no CORSIA atende às companhias aéreas internacionais, que passarão a ter requisitos obrigatórios de neutralização de emissões em voos transfronteiriços.

As Três Frentes Tecnológicas da Mitigação no Campo

O potencial mensurado pelo levantamento fundamenta-se em práticas operacionais já consolidadas no parque produtivo brasileiro e respaldadas por metodologias de mensuração aceitas internacionalmente:
  1. Manejamento Aprimorado de Terras Agrícolas: Adoção de plantio direto, rotação de culturas e sistemas integrados (ILPF).
  2. Recuperação de Pastagens Degradadas: Recomposição química e biológica do solo para incremento do sequestro de carbono.
  3. Redução de Emissões de Metano: Tratamento e biodigestão de dejetos na pecuária intensiva e suinocultura.
Para Natascha Trennepohl, PhD, pesquisadora responsável pelo estudo, “o agronegócio brasileiro deixou de ser discutido apenas como fonte de emissões e passa a ocupar o centro da conversa sobre soluções. Não existe uma escolha binária entre gerar receita com carbono e proteger a meta climática do País. Com critérios de autorização bem definidos e volumes graduais, as duas coisas caminham juntas.”

O Gargalo Regulatório e o Roteiro para Destravar o Setor

Apesar da escala do potencial econômico, o relatório adverte que as receitas projetadas dependem da criação de instrumentos regulatórios pelo Poder Público. O estudo pondera que os valores apontados não constituem receitas garantidas ou contratadas, mas sim estimativas sujeitas à criação de regras claras de mercado, ao apetite de compradores internacionais e às flutuações de preços das commodities ambientais.
Para transformar o potencial teórico em projetos executáveis e fluxo de caixa no campo, a pesquisa elenca um roteiro de sete medidas prioritárias:
  • Regulamentar o Artigo 6 do Acordo de Paris: Estabelecer as normas operacionais para que o Brasil realize transferências internacionais de mitigação.
  • Critérios para Emissão de ITMOs: Definir diretrizes claras sobre quais setores e tipos de projeto poderão vender créditos a governos estrangeiros.
  • Integração com o SBCE: Reconhecer metodologias do agronegócio para emissão de Certificados de Redução ou Remoção Verificada de Emissões (CRVEs) no Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões.
  • Teto de Salvaguarda da NDC: Fixar um volume máximo de créditos transferíveis ao exterior que assegure o cumprimento das metas climáticas do próprio Brasil.
  • Garantia de Cartas de Autorização: Estruturar o documento oficial de transferência para evitar a “dupla contagem” (quando dois países reivindicam a mesma redução de emissões).
  • Robustez em MRV: Fortalecer a infraestrutura de Monitoramento, Reporte e Verificação para assegurar a auditabilidade e integridade ambiental dos projetos.
  • Aderência ao CORSIA 2027: Adequar os projetos nacionais para a fase de compensação obrigatória do setor aéreo global, que entra em vigor em 2027.
“O Brasil já fez a parte mais difícil, que é comprovar que tem escala, metodologia e integridade ambiental para competir nesse mercado. O que falta agora é essencialmente operacional: destravar a regulamentação para que esse potencial vire projeto, investimento e renda para o produtor rural”, complementa Natascha Trennepohl.
Fonte: Assessoria de imprensa
Assuntos Relacionados
boletimSIsustentabilidade
Mais lidas
Cotação
Fonte CEPEA
  • Milho - Indicador
    Campinas (SP)
    R$ 68,79
    kg
  • Soja - Indicador
    PR
    R$ 148,00
    kg
  • Soja - Indicador
    Porto de Paranaguá (PR)
    R$ 154,57
    kg
  • Suíno Carcaça - Regional
    Grande São Paulo (SP)
    R$ 7,38
    kg
  • Suíno - Estadual
    SP
    R$ 4,86
    kg
  • Suíno - Estadual
    MG
    R$ 5,02
    kg
  • Suíno - Estadual
    PR
    R$ 4,53
    kg
  • Suíno - Estadual
    SC
    R$ 4,56
    kg
  • Suíno - Estadual
    RS
    R$ 4,62
    kg
  • Ovo Branco - Regional
    Grande São Paulo (SP)
    R$ 129,63
    cx
  • Ovo Branco - Regional
    Branco
    R$ 131,67
    cx
  • Ovo Vermelho - Regional
    Grande São Paulo (SP)
    R$ 140,76
    cx
  • Ovo Vermelho - Regional
    Vermelho
    R$ 146,40
    cx
  • Ovo Branco - Regional
    Bastos (SP)
    R$ 123,24
    cx
  • Ovo Vermelho - Regional
    Bastos (SP)
    R$ 133,97
    cx
  • Frango - Indicador
    SP
    R$ 7,30
    kg
  • Frango - Indicador
    SP
    R$ 7,27
    kg
  • Trigo Atacado - Regional
    PR
    R$ 1.454,12
    t
  • Trigo Atacado - Regional
    RS
    R$ 1.340,05
    t
  • Ovo Vermelho - Regional
    Vermelho
    R$ 159,05
    cx
  • Ovo Branco - Regional
    Santa Maria do Jetibá (ES)
    R$ 131,75
    cx
  • Ovo Branco - Regional
    Recife (PE)
    R$ 140,12
    cx
  • Ovo Vermelho - Regional
    Recife (PE)
    R$ 147,00
    cx

Relacionados

SI- edição 330
AI – Edição 1344
SI – Edição 329
AI – 1343
SUINOCULTURA 328