Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 67,23 / kg
Soja - Indicador PR ↓ R$ 147,20 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↓ R$ 155,67 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 9,12 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 6,31 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,34 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,63 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,56 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,59 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 140,65 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 143,86 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 150,64 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 162,44 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 131,75 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 144,70 / cx
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,32 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,33 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↓ R$ 1.526,89 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.459,09 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 154,26 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 135,30 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↑ R$ 145,73 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 158,66 / cx
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Sustentabilidade

Estudo aponta potencial de 314,3 milhões de Créditos de Carbono para o Agro brasileiro até 2035

Estratégia moderada de comercialização internacional via Acordo de Paris ou aviação civil pode injetar até R$ 3,5 bilhões na economia rural; gargalo atual reside na regulamentação operacional

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Estudo aponta potencial de 314,3 milhões de Créditos de Carbono para o Agro brasileiro até 2035
Um levantamento inédito realizado pela consultoria Carbonn Nature, com apoio do Instituto Equilíbrio e do Instituto de Estudos do Agronegócio (IEAg), ligado à Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG), revelou que o agronegócio brasileiro possui potencial para gerar até 314,3 milhões de créditos de carbono entre os anos de 2025 e 2035.
O trabalho, intitulado “O Agronegócio Brasileiro no Mercado de Carbono Internacional: Oportunidades Econômicas, Elegibilidade e Impactos na NDC”, foi apresentado durante o Fórum de Agro & Sistemas Alimentares, integrante da programação da São Paulo Climate Week.
O estudo demonstra que não é necessário comprometer grandes volumes da meta climática nacional para obter retornos financeiros expressivos. Uma estratégia moderada de autorização comercial — que utilize apenas 4% do impacto total sobre a segunda NDC brasileira (Contribuição Nacionalmente Determinada assumida no Acordo de Paris) — permitiria negociar cerca de 15,7 milhões de toneladas de CO₂ equivalente no mercado global.
A destinação desses créditos em modelos regulados internacionais pode abrir duas rotas principais de monetização para o produtor rural brasileiro:
As transações via ITMOs ocorrem quando o governo brasileiro autoriza formalmente a transferência do crédito para que outro país contabilize essa redução em sua própria meta nacional. Já o enquadramento no CORSIA atende às companhias aéreas internacionais, que passarão a ter requisitos obrigatórios de neutralização de emissões em voos transfronteiriços.

As Três Frentes Tecnológicas da Mitigação no Campo

O potencial mensurado pelo levantamento fundamenta-se em práticas operacionais já consolidadas no parque produtivo brasileiro e respaldadas por metodologias de mensuração aceitas internacionalmente:
  1. Manejamento Aprimorado de Terras Agrícolas: Adoção de plantio direto, rotação de culturas e sistemas integrados (ILPF).
  2. Recuperação de Pastagens Degradadas: Recomposição química e biológica do solo para incremento do sequestro de carbono.
  3. Redução de Emissões de Metano: Tratamento e biodigestão de dejetos na pecuária intensiva e suinocultura.
Para Natascha Trennepohl, PhD, pesquisadora responsável pelo estudo, “o agronegócio brasileiro deixou de ser discutido apenas como fonte de emissões e passa a ocupar o centro da conversa sobre soluções. Não existe uma escolha binária entre gerar receita com carbono e proteger a meta climática do País. Com critérios de autorização bem definidos e volumes graduais, as duas coisas caminham juntas.”

O Gargalo Regulatório e o Roteiro para Destravar o Setor

Apesar da escala do potencial econômico, o relatório adverte que as receitas projetadas dependem da criação de instrumentos regulatórios pelo Poder Público. O estudo pondera que os valores apontados não constituem receitas garantidas ou contratadas, mas sim estimativas sujeitas à criação de regras claras de mercado, ao apetite de compradores internacionais e às flutuações de preços das commodities ambientais.
Para transformar o potencial teórico em projetos executáveis e fluxo de caixa no campo, a pesquisa elenca um roteiro de sete medidas prioritárias:
  • Regulamentar o Artigo 6 do Acordo de Paris: Estabelecer as normas operacionais para que o Brasil realize transferências internacionais de mitigação.
  • Critérios para Emissão de ITMOs: Definir diretrizes claras sobre quais setores e tipos de projeto poderão vender créditos a governos estrangeiros.
  • Integração com o SBCE: Reconhecer metodologias do agronegócio para emissão de Certificados de Redução ou Remoção Verificada de Emissões (CRVEs) no Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões.
  • Teto de Salvaguarda da NDC: Fixar um volume máximo de créditos transferíveis ao exterior que assegure o cumprimento das metas climáticas do próprio Brasil.
  • Garantia de Cartas de Autorização: Estruturar o documento oficial de transferência para evitar a “dupla contagem” (quando dois países reivindicam a mesma redução de emissões).
  • Robustez em MRV: Fortalecer a infraestrutura de Monitoramento, Reporte e Verificação para assegurar a auditabilidade e integridade ambiental dos projetos.
  • Aderência ao CORSIA 2027: Adequar os projetos nacionais para a fase de compensação obrigatória do setor aéreo global, que entra em vigor em 2027.
“O Brasil já fez a parte mais difícil, que é comprovar que tem escala, metodologia e integridade ambiental para competir nesse mercado. O que falta agora é essencialmente operacional: destravar a regulamentação para que esse potencial vire projeto, investimento e renda para o produtor rural”, complementa Natascha Trennepohl.
Fonte: Assessoria de imprensa
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