Ritmo dos trabalhos está ligeiramente à frente do registrado no mesmo período da safra passada, quando 10,3% da área havia sido colhida.
Colheita do milho de inverno avança para 11% da área cultivada no Brasil, aponta Conab

A colheita do milho de inverno da safra 2025/26 alcançou 11% da área plantada no Brasil até o último sábado (21), segundo dados divulgados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O percentual representa um avanço de 4,3 pontos percentuais em relação à semana anterior.
O ritmo dos trabalhos está ligeiramente à frente do registrado no mesmo período da safra passada, quando 10,3% da área havia sido colhida. No entanto, segue abaixo da média dos últimos cinco anos, que é de 15%, refletindo diferenças climáticas e operacionais observadas nesta temporada.
Entre os principais estados produtores, Mato Grosso lidera o avanço da colheita, com 20,7% da área já colhida. Na sequência aparecem Tocantins (15%), Piauí (12%) e Maranhão (10%). No Paraná, um dos maiores produtores do cereal na segunda safra, os trabalhos ainda estão em fase inicial, com apenas 1% da área colhida.
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A evolução da colheita é acompanhada de perto pelo mercado, uma vez que a entrada de grandes volumes de milho tende a aumentar a oferta disponível e influenciar a formação dos preços internos nas próximas semanas.
Milho verão se aproxima do fim da colheita
Já a colheita do milho de verão atingiu 93,7% da área cultivada no país, avanço de 3,3 pontos percentuais na comparação semanal.
Apesar de apresentar um pequeno atraso de 0,8 ponto percentual em relação ao mesmo período da safra anterior, o índice permanece acima da média histórica dos últimos cinco anos, que é de 92,3%.
Entre os estados que ainda não concluíram a colheita da primeira safra estão Rio Grande do Sul, com 99% da área colhida, Bahia (92%), Piauí (80%) e Maranhão (63%).
Mercado acompanha produtividade
Além do ritmo da colheita, produtores, cooperativas e indústrias acompanham os resultados de produtividade das lavouras, especialmente nas regiões que enfrentaram restrições climáticas durante parte do ciclo produtivo.
A expectativa do setor é que os dados das próximas semanas permitam uma avaliação mais precisa do potencial produtivo da segunda safra, considerada a principal responsável pelo abastecimento interno e pelo volume exportado pelo Brasil.
Fonte: Canal Rural























