Estudo da Fiemg aponta que tratado comercial beneficiará 18,4% da pauta exportadora brasileira, incluindo agropecuária
Acordo entre Mercosul e Japão pode impulsionar exportações em US$ 1,7 bilhão

Um eventual Acordo de Livre Comércio entre o Mercosul e o Japão, cujas tratativas encontram-se em fase inicial, tem o potencial de injetar dinamismo e ampliar o mercado para cerca de US$ 1,7 bilhão em exportações brasileiras. O dado consta em um levantamento estratégico realizado pela Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), que calcula que a parceria beneficiará diretamente 18,4% da pauta exportadora atual do Brasil rumo ao mercado nipônico.
De acordo com a federação, a aproximação comercial entre o bloco sul-americano e a quarta maior economia do mundo funcionará como uma importante alavanca de crescimento econômico, gerando impactos positivos tanto na agropecuária e agroindústria quanto em setores industriais de base.
Oportunidades de ganhos nas exportações e importações
O fluxo de comércio bilateral entre as duas nações movimentou expressivos US$ 11,54 bilhões e deve ganhar nova tração com a desoneração tarifária:
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O que o Brasil ganha nas vendas: Os segmentos com maior margem de crescimento e ganho de competitividade em solo japonês são o de alimentos e bebidas, além do fornecimento de insumos industriais como as ferroligas e os óxidos de alumínio.
O que o Brasil ganha nas compras: Do lado das importações, o tratado prevê a redução ou eliminação total de alíquotas alfandegárias para cerca de US$ 4,6 bilhões em mercadorias que abastecem as fábricas brasileiras. Os principais produtos contemplados serão as peças automotivas, veículos prontos, máquinas industriais e equipamentos de alta tecnologia.
Para a Fiemg, o avanço célere dessas rodadas de negociação internacional é fundamental para consolidar a inserção do Brasil em cadeias globais de valor altamente integradas, gerando maior segurança jurídica para atração de investimentos produtivos estrangeiros e abrindo novas fronteiras para a indústria e o agronegócio nacional.
Fonte: Canal Rural























