Grão fecha em de 4,44%; previsão de calor no Meio-Oeste americano e recuperação no setor de suínos na China puxam o mercado
Soja registra forte ganho em Chicago com clima nos EUA e demanda chinesa

O mercado de grãos iniciou a semana com um forte rally de valorização na Bolsa de Chicago (CBOT). O contrato futuro da soja com vencimento em novembro encerrou a sessão com uma expressiva alta de 4,44%, cotado a US$ 11,92 por bushel. O movimento de alta ganhou força à tarde, puxando também os derivados: o óleo e o farelo de soja subiram cerca de 2%.
O principal combustível para a alta veio do clima no Meio-Oeste dos Estados Unidos. Uma onda de calor no fim de semana, somada a previsões de temperaturas elevadas e chuvas escassas para a primeira quinzena de julho, acendeu o alerta nos fundos de investimento, já que este é o período mais crítico para o desenvolvimento das lavouras americanas.
Pelo lado da demanda, o mercado reagiu positivamente aos sinais de recuperação nos preços dos suínos na China, indicador que aponta para um aumento no consumo interno de farelo de soja pelo país asiático.
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Milho recupera perdas e avança mais de 3%
Acompanhando o cenário climático, os contratos futuros do milho também fecharam em alta na CBOT após o feriado prolongado nos EUA. O vencimento para dezembro avançou 3,68%, negociado a US$ 4,57 por bushel.
Embora o cinturão agrícola americano ainda registre chuvas pontuais, o aumento do risco climático em julho — mês decisivo para a polinização do milho — foi suficiente para injetar prêmio de risco nas cotações. Investidores aproveitaram o momento em que os preços vinham pressionados para recompor posições compradas.
Trigo pega carona nas compras de fundos e sobe 2,38%
O trigo acompanhou o tom positivo das demais commodities e fechou o contrato de setembro em alta de 2,38%, cotado a US$ 6,14 por bushel.
Além do forte volume de compras por parte dos fundos de investimento, os preços encontraram suporte nas preocupações com as Grandes Planícies do norte dos EUA. A previsão de tempo seco e quente na região ameaça o potencial produtivo do trigo de primavera, consolidando o viés altista para todo o complexo de grãos na sessão.
Fonte: CNN























