Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 70,19 / kg
Soja - Indicador PR R$ 153,81 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 161,73 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,27 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 4,83 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,04 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,43 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,52 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,52 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 141,85 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 143,59 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 154,01 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 158,78 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 134,15 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 146,79 / cx
Frango - Indicador SP R$ 7,74 / kg
Frango - Indicador SP R$ 7,74 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.473,16 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.358,79 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 166,55 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 137,33 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 151,17 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 161,05 / cx
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Economia

Pix é o principal alvo de novo tarifaço dos EUA

Governo americano utiliza o sistema de pagamento digital e pautas ambientais para justificar taxas de até 37,5%

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Pix é o principal alvo de novo tarifaço dos EUA

O sistema de pagamentos digital brasileiro, o Pix, emergiu como o ponto central da nova ofensiva comercial dos Estados Unidos contra o Brasil. Segundo avaliação de Marcelo Fernandes de Oliveira, professor do Departamento de Ciências Políticas e Economia da Unesp e especialista em relações internacionais, a atual investigação do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) usa justificativas ambientais e trabalhistas como pano de fundo, mas foca no controle do ecossistema financeiro pelas gigantes de tecnologia norte-americanas.

A investigação foi aberta com base na Seção 301 da legislação comercial dos EUA, um dispositivo que permite sanções unilaterais contra práticas consideradas desleais. O anúncio da decisão final é aguardado para o dia 15 de julho e pode impor uma taxação combinada de até 37,5% sobre as exportações brasileiras (sendo 25% por supostas barreiras no comércio digital/Pix e 12,5% alegando insuficiência no combate ao trabalho forçado).

Ao contrário do “tarifaço” anterior promovido pelo governo de Donald Trump, o processo atual segue um rito legal rigoroso construído ao longo dos últimos meses, o que torna uma eventual reversão jurídica muito mais complexa.

Pressão das Big Techs e o xadrez dos Brics

Na análise de Fernandes, o avanço meteórico do Pix incomoda diretamente companhias globais como Meta e Google, que enxergam a ferramenta do Banco Central como uma barreira regulatória aos seus próprios projetos de carteiras e pagamentos digitais em território brasileiro.

Além disso, há um forte componente geopolítico envolvido: “Se houver integração de pagamentos apenas entre os países do Brics, estima-se um deslocamento de cerca de 20% da intermediação do dólar no comércio internacional. Estamos falando de trilhões de dólares. Esse é o jogo em que o Brasil se inseriu”, ressalta o professor da Unesp.

Apesar da forte pressão internacional, o especialista aponta que o governo brasileiro não deve fazer concessões que enfraqueçam o Pix domesticamente, dado o enorme apelo popular da tecnologia, restando como alternativa técnica negociar limites para a futura internacionalização do sistema.

Por que o agronegócio está mais protegido que a indústria?

Embora o pacote tarifário assombre o comércio bilateral, o agronegócio brasileiro demonstra alta capacidade de absorção e blindagem. A demanda global por alimentos atua como um colchão de segurança para o produtor nacional.

A assimetria de dependência entre Brasil e EUA:

  • Gargalo de inflação americana: No tarifaço anterior, os próprios EUA recuaram em restrições sobre carne, café e suco de laranja ao perceberem que taxar o agro brasileiro gerava inflação imediata e desgaste político junto ao consumidor norte-americano.

  • Logística cruzada: Os maiores frigoríficos do Brasil possuem plantas industriais instaladas dentro dos EUA, gerando empregos locais e blindando a própria cadeia de suprimentos interna americana.

  • Flexibilidade do agro: Commodities agrícolas têm liquidez global imediata. Caso o canal americano adote barreiras pesadas, a produção brasileira pode ser redirecionada para mercados parceiros na Ásia e no Oriente Médio.

Por outro lado, o analista alerta que a indústria de transformação — especialmente o setor automotivo e de autopeças de alto valor agregado, que fornece motores flex diretamente para montadoras nos EUA — corre riscos severos de contração. Uma eventual crise na indústria pesada diminuiria a arrecadação interna de impostos do Estado brasileiro, afetando indiretamente o financiamento de políticas públicas rurais, como o Plano Safra.

Fonte: Canal Rural

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