Em encontro no Sistema Ocepar, Aloizio Mercadante sinalizou revisão nos modelos de crédito e apoio contra impactos climáticos e crise de fertilizantes
Economia
BNDES reforça aliança com o cooperativismo paranaense
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O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o setor cooperativista paranaense alinharam ações estratégicas para o fortalecimento da agroindustrialização, infraestrutura e inovação. Durante encontro na sede do Sistema Ocepar, em Curitiba, a diretoria do banco sinalizou abertura para reestruturar modelos de financiamento e responder aos desafios climáticos e geopolíticos que afetam o agronegócio.
Propostas do cooperativismo para o crédito rural
O Sistema Ocepar entregou ao BNDES um documento com reivindicações prioritárias para impulsionar o setor e mitigar riscos operacionais:
- Aporte anual para agroindústria: Destinação de R$ 10 bilhões por ano em condições favorecidas para armazenagem, tecnologia, energia e agregação de valor nos serviços de saúde, infraestrutura e transportes.
- Ajustes no Plano Safra: Redução de 75% para 60% no percentual mínimo de associados com CAF (Cadastro Nacional da Agricultura Familiar) para acesso de cooperativas aos programas do Pronaf voltados à agroindústria e cotas-partes.
- Seguro Rural: Subvenção de R$ 4 bilhões ao ano, com liberação alinhada ao calendário agrícola e condições diferenciadas para culturas de maior risco climático.
Clima, inteligência artificial e programa Brasil Soberano
O BNDES reforçou que a instituição está pronta para atuar diante de emergências climáticas e gargalos globais de suprimento:
- Nova fase do Brasil Soberano: Após disponibilizar R$ 40 bilhões contra retaliações comerciais externas, o programa lançará uma terceira etapa com mais de R$ 20 bilhões para apoiar empresas afetadas por conflitos internacionais e pelo encarecimento dos fertilizantes.
- Foco em inovação: Priorização de crédito para modernização tecnológica e inteligência artificial como motores de competitividade.
- Armazenagem estratégica: Acompanhamento prioritário de projetos para evitar perdas de safras e ampliar a capacidade de estocagem do país.
Balanço do crédito do BNDES (2023 a 1º Semestre de 2026)
| Recorte / Setor | Recursos Aprovados | Destaques e Desembolsos |
| Total Paraná (2023-2026) | R$ 84,9 bilhões | R$ 49,9 bilhões desembolsados (58% para MPMEs) |
| Paraná no 1º Semestre de 2026 | R$ 13,28 bilhões | Infraestrutura (R$ 4,98B), Agro (R$ 4,05B) e Indústria (R$ 2,52B) |
| Cooperativas no Brasil (3,5 anos) | R$ 18,6 bilhões | R$ 7,04 bilhões (38%) destinados ao Paraná |
| Apoio Indireto a Cooperativas | R$ 13,5 bilhões | PR liderou o país com R$ 3,96 bilhões em 556 operações |
Projetos de cooperativas e infraestrutura financiados no Paraná
- Coamo: R$ 500 milhões financiados pelo BNDES para a nova planta de etanol em Campo Mourão (investimento total de R$ 1,667 bilhão).
- Copacol: R$ 37 milhões para expansão da capacidade de secagem e armazenagem de grãos em Assis Chateaubriand.
- Aurora: R$ 50 milhões destinados à modernização do sistema de geração de frio na unidade de Castro.
- Cocamar: R$ 25 milhões para implantação do armazém de farelo de soja em Maringá.
- Infraestrutura regional: Liberação de R$ 9,2 bilhões para trechos concessionados da EPR Iguaçu, R$ 6,3 bilhões para a EPR Litoral Pioneiro e R$ 3,6 bilhões para modernização de aeroportos na Região Sul.
A aproximação entre o BNDES e as cooperativas consolida o Paraná como o principal destino dos recursos de fomento agroindustrial no país. O alinhamento entre o crédito estatal e a organização cooperativa busca garantir segurança financeira, capacidade de armazenagem e avanço tecnológico frente aos desafios de mercado e clima projetados para o encerramento do ano.
Fonte: Ocepar























