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Alta da soja em Chicago eleva pressão sobre custos de ração

Avanço de 1,10% encontra oferta brasileira em expansão, câmbio estável e colheita adiantada do milho

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Alta da soja em Chicago eleva pressão sobre custos de ração

A soja fechou em alta de 1,10% em Chicago nesta quarta-feira, 26 de agosto, após piora da safra dos Estados Unidos, segundo a CNN Brasil Agro. O movimento sinaliza pressão sobre os custos de ração e, ao mesmo tempo, altera a referência internacional considerada pelos exportadores brasileiros.

A oferta projetada para o Brasil aponta na direção oposta à redução americana. O USDA estima produção brasileira de 186 milhões de toneladas de soja na safra 2026/27, de acordo com o Canal Rural. A mesma notícia identifica logística, câmbio, demanda chinesa e competitividade dos Estados Unidos como fatores decisivos para a formação de preços. Assim, o volume projetado, isoladamente, não define a receita que chegará ao produtor.

A China acrescenta outra variável. O G1 Agro informou que o país reduziu as compras de soja dos Estados Unidos em agosto, quando o volume chegou a 500 mil toneladas e representou apenas parte das importações chinesas após um acordo firmado em outubro anterior. O dado reforça a necessidade de acompanhar a origem das compras, sem presumir transferência automática da demanda para o Brasil.

No milho, o Canal Rural registrou colheita da safrinha em 92% da área prevista, com destaque para Mato Grosso e indicação de oferta adequada de ração para aves e suínos nos próximos meses. O recorte anterior trazia medição da Conab de 90,4% para o milho de inverno 2025/26, avanço semanal de 5,7 pontos percentuais, ainda abaixo do ano anterior e da média de cinco safras. Em comércio exterior, Mato Grosso iniciou a safra 2025/26 com alta de 1,5% nas exportações de milho, destinadas principalmente a Egito e Israel, enquanto o total brasileiro recuava.

Para a proteína animal, a ASGAV registrou frango a R$ 7,21 no mercado interno, em contraste com a expansão das exportações. Esse descompasso coloca preço doméstico, embarques e custo da alimentação na mesma conta de margem. No pano de fundo, o BCB marcou PTAX de R$ 5,1490 por dólar em 25 de agosto, referência adicional para receitas externas e insumos cotados em moeda estrangeira.

Da Redação

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