Relatório do Rabobank aponta descentralização do comércio global de carne suína. México vira maior importador e Brasil ganha força com diversificação de mercados
Exportação
Novo mapa da carne suína: influência da China cai e Brasil avança
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O mercado internacional de carne suína está passando por uma reconfiguração profunda. A influência da China na dinâmica de compras globais está em declínio, enquanto a concorrência entre os países exportadores se intensifica. A conclusão é do novo relatório e do mapa World Pork Map, publicados pela divisão RaboResearch do Rabobank.
Com a recuperação da produção doméstica chinesa após o surto devastador de Peste Suína Africana (PSA) entre 2018 e 2021, o volume de importações do país desacelerou. Embora a China continue sendo a maior importadora individual do mundo, sua fatia no comércio global encolheu expressivamente, abrindo espaço para um mercado mais diversificado e pulverizado.
Principais Mercados e Mudanças no Fluxo Global
- México no topo: O México tornou-se o maior importador mundial de carne suína (excluindo miúdos), assumindo papel central no consumo global.
- Sudeste Asiático em alta: Países como Filipinas e Vietnã continuam dependentes das importações devido aos persistentes desafios sanitários e limitações de oferta local.
- União Europeia perde ritmo: Embora ainda seja a maior exportadora global, a UE vem perdendo espaço diante de custos elevados, regulamentações ambientais mais rígidas e exigências crescentes de bem-estar animal.
- Avanço dos Estados Unidos: Os EUA encurtaram a diferença em relação ao bloco europeu e estão posicionados para assumir a liderança das exportações globais em breve.
- Fortalecimento do Brasil: O Brasil consolidou sua posição no mercado internacional ao diversificar seus destinos para além do mercado chinês, ampliando a participação em países como as Filipinas.
Novos Vetores de Competitividade
Segundo a análise do RaboResearch, a vantagem competitiva dos exportadores não se limita mais apenas aos custos de produção. Questões sanitárias, acordos de regionalização comercial, tarifas, logística e tensões geopolíticas assumiram papel determinante no acesso aos mercados.
Éva Gocsik, líder global de proteína animal do RaboResearch, afirmou que o “o comércio global de carne suína claramente se afastou do modelo focado na China que definiu a última década. Agora, um leque mais amplo de países importadores determina as oportunidades. O sucesso dos exportadores dependerá cada vez mais da capacidade de ser ágil, diversificar riscos e gerir um portfólio amplo de mercados e produtos, com forte foco em biossegurança e conformidade regulatória.”
Fonte: Pig World
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