Preço do suíno vivo sobe no Sudeste e recua no Sul. No exterior, exportações brasileiras crescem 8% em agosto e ultrapassam 1 milhão de toneladas em 2026
Mercado
Preço do suíno diverge entre regiões; exportações superam 1 mi de t no ano
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O mercado suinícola brasileiro apresenta comportamentos opostos no ambiente doméstico neste início de setembro: enquanto a injeção dos salários impulsiona as vendas de carne e eleva os preços do suíno vivo no Sudeste, a maior disponibilidade de animais prontos para o abate pressiona as cotações no Sul. No front externo, o setor consolida um desempenho histórico, superando a marca de 1 milhão de toneladas exportadas no acumulado do ano.
Desempenho das Exportações de Carne Suína (Agosto de 2026)
| Mercado Destino / Indicador | Volume (Agosto/2026) | Variação x Agosto/2025 | Destaque e Comportamento |
| Filipinas | 23,31 mil t | -30,4% | Mantém a liderança entre os compradores individuais. |
| Japão | 16,47 mil t | +92,9% | Forte expansão na demanda por cortes de maior valor. |
| China | 15,17 mil t | +45,9% | Reação expressiva no volume de embarques. |
| Vietnã | 8,27 mil t | +38,3% | Consolidação de mercado no Sudeste Asiático. |
| Total Exportado (Agosto) | 131,12 mil t | +8,0% (US$ 289,8 mi) | Embarques no ano somam 1,057 milhão de t (+8,9%). |
Destaques do Mercado Interno e dos Estados Exportadores
- Disparidade regional no vivo (Cepea): A procura da indústria por novos lotes para atender ao varejo do Sudeste sustentou pequenas altas nas granjas locais. No Sul, o acúmulo de animais de abate gerou sobra pontual, resultando em recuos nas cotações locais mesmo com o atacado aquecido.
- Liderança catarinense nos embarques (ABPA): Santa Catarina respondeu por 64,09 mil toneladas exportadas em agosto (+12,6%), seguida por Rio Grande do Sul (30,36 mil t) e Paraná (22,82 mil t, com alta de +24,3%).
- Receita acumulada em alta: Entre janeiro e agosto de 2026, o faturamento total com as vendas externas de carne suína atingiu US$ 2,447 bilhões, crescimento de 4,8% em relação ao mesmo período do ano passado.
Para Ricardo Santin, presidente da ABPA, “o crescimento registrado em agosto e a superação de 1 milhão de toneladas exportadas no acumulado do ano demonstram a consistência da demanda internacional pela carne suína brasileira. A ampliação dos embarques para mercados como Japão, China e Vietnã reforça a diversificação dos destinos e a competitividade do nosso produto.”
Da Redação, com informações do Cepea / ABPA























