Negociações visam atender à cota chinesa de 2027; setor também alinha novo protocolo para restabelecer vendas à União Europeia
Agronegócio
China deve retomar compras de carne bovina brasileira entre outubro e novembro, avalia Abiec
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As exportações de carne bovina do Brasil para a China devem voltar a ganhar ritmo a partir de meados de outubro e novembro. Segundo o presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), Roberto Perosa, o planejamento dos frigoríficos foca o cumprimento da cota de importação chinesa referente a 2027, considerando a logística de trânsito marítimo até a chegada da proteína ao país asiático no início do próximo ano.
Perspectivas da Carne Bovina nos Principais Mercados Globais
| Mercado Destino | Previsão de Retomada / Prazos | Diretrizes e Protocolos Comerciais |
| China | Outubro a Novembro de 2026 | Negociações focadas no desembaraço de cargas na cota de 2027 (chegada em janeiro). |
| União Europeia | Fim de 2026 a Início de 2027 | Novo protocolo conjunto (Abiec, CNA, certificadoras e Mapa); defesa de período de transição. |
| Estados Unidos | Acesso em Expansão | Foco na redução de tarifas e diversificação para sustentar preços no mercado interno. |
Destaques do Planejamento Exportador
- Janela logística para a China: As compras precisam ser acertadas no último trimestre do ano para garantir a produção, o embarque e a chegada dos navios em tempo hábil para o desembaraço aduaneiro sob a nova cota chinesa.
- Protocolo sanitário para a Europa: Abiec, Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e certificadoras criaram um protocolo conjunto, validado pelo Ministério da Agricultura (Mapa), para responder às exigências europeias. As recentes aprovações da UE nas cadeias de aves e mel são vistas como forte indício de liberação para a carne bovina.
- Diversificação e precificação: O Brasil exporta atualmente para mais de 167 países. O avanço no mercado norte-americano com menores barreiras tarifárias é avaliado pela indústria como essencial para equilibrar a precificação do boi gordo e da carne no mercado doméstico.
De acordo com Roberto Perosa, presidente da Abiec, “meados de outubro, novembro, a gente começa essas negociações para voltar a vender à China. Chega o momento em que as novas negociações se intensificam para que haja a produção, o envio e, com o tempo de trânsito entre o Brasil e a China, a carga chegue no momento adequado lá em janeiro.”
Ele afirmou que “defendemos que haja um período de adaptação e transição para não ter interrupção do fluxo comercial. Paralelamente, a ampliação e a diversificação de mercados são fundamentais: quanto mais pudermos acessar mercados relevantes como o americano com tarifas reduzidas, melhor será a composição de preços no mercado interno.”
Fonte: Canal Rural
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