Autorização asiática agrega valor à carcaça, enquanto recuo dos grãos em Chicago alivia custos de formulação de ração
Liberação de miúdos suínos pela China e queda da soja ampliam margens

O governo da China autorizou oficialmente a importação de miúdos de suínos provenientes do Brasil, informou a publicação internacional Pig Progress. A medida representa um avanço comercial significativo para as exportações brasileiras, pois permite a agregação direta de valor à carcaça suína, beneficiando as margens financeiras da cadeia produtiva ao rentabilizar cortes que possuem menor apelo comercial no mercado doméstico.
A habilitação por parte de Pequim coincide com um cenário favorável na ponta dos custos de produção para a proteína animal. As cotações da soja registraram queda expressiva na Bolsa de Chicago (CBOT), pressionadas pelo avanço consistente da colheita nos Estados Unidos e pelo ritmo acelerado de plantio da nova safra no Brasil, segundo dados reportados pela CNN Agro. Esse movimento de baixa nos grãos alivia imediatamente a pressão sobre os custos de formulação de ração para as cadeias de aves e suínos, que representam a maior fatia das despesas operacionais nas granjas.
O impacto econômico da exportação de miúdos para o mercado chinês é expressivo, uma vez que o país asiático possui alta demanda histórica por esses cortes, consumidos em larga escala pela população local. A diversificação do portfólio de produtos exportados permite que as agroindústrias brasileiras diluam custos fixos e melhorem a rentabilidade por animal abatido. Com a ração mais barata e a receita em dólar potencializada pela venda de miúdos, o produtor integrado e as cooperativas ganham fôlego financeiro no último trimestre do ano.
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Esse avanço na Ásia integra um movimento mais amplo de expansão comercial do país. O Governo Federal, em comunicado conjunto do vice-presidente Geraldo Alckmin e do Ministério da Agricultura (Mapa), anunciou a marca histórica de 700 novos mercados internacionais abertos para os produtos do agronegócio brasileiro. A estratégia de diversificação das exportações busca reduzir a dependência de poucos compradores globais e mitigar riscos associados a flutuações cambiais ou crises sanitárias regionais.
Como reflexo prático dessa política de Estado, o Mapa confirmou nesta semana novas habilitações para produtos agropecuários brasileiros em destinos variados, incluindo Antígua e Barbuda, Chile, Argélia, além do próprio mercado chinês e do Paraguai. A abertura pulverizada de mercados garante maior flexibilidade comercial para as tradings e frigoríficos, assegurando o escoamento contínuo da produção nacional de proteínas e grãos frente à crescente concorrência internacional.
Da Redação
























