Produção e exportações de frango crescem, mas custos, crédito, sanidade e a pendência com a União Europeia pedem cautela, aponta artigo da ABPA na revista Avicultura Industrial
Na AI: Avicultura brasileira tem boas perspectivas, mas exige atenção redobrada

A avicultura brasileira atravessa 2026 em ritmo de crescimento, mas o resultado do ano ainda depende de como o setor vai lidar com uma série de desafios. Essa é a análise de artigo publicado na edição 1345 da revista Avicultura Industrial, de autoria da ABPA.
O texto parte das projeções da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). A produção de carne de frango deve ficar entre 16 milhões e 16,15 milhões de toneladas neste ano, alta de até 5,6% sobre 2025. As exportações podem chegar a 5,875 milhões de toneladas, avanço de 10,3%. Os números de julho reforçam essas estimativas: foram 519,2 mil toneladas embarcadas no mês, quase 30% a mais que um ano antes.
O artigo, porém, pede equilíbrio na leitura dos dados. Parte do crescimento ocorre sobre uma base de comparação enfraquecida pelos efeitos da influenza aviária em 2025, e um bom resultado mensal não garante desempenho linear ao longo do ano. A diversificação de destinos, com China, Japão, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e África do Sul entre os principais compradores, reduz a dependência de um único mercado, mas não elimina os riscos.
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Sobre a União Europeia, o texto avalia que a questão é documental, ligada à comprovação da fiscalização oficial, e não de qualidade do produto. A expectativa é de solução rápida, mas o artigo lembra que processos regulatórios dependem de análises e decisões das autoridades.
No mercado interno, os juros altos e o endividamento das famílias pressionam o orçamento. Mesmo assim, o frango tende a manter espaço pela boa relação entre preço, praticidade e valor nutricional. Para os ovos, a projeção é de produção recorde de 64,8 bilhões de unidades e consumo de 301 por habitante.
A conclusão é que o crescimento é possível, mas não automático. Segundo o artigo, confirmar as projeções vai exigir eficiência, abertura de mercados e preservação da competitividade da cadeia.
Leia o artigo completo na edição 1345 da revista Avicultura Industrial.
























