Relatório do Ministério da Agricultura da Espanha, com base no sistema Presvet, mostra que a maior parte dos tratamentos é terapêutica e feita via água de bebida
Uso de antibióticos na suinocultura espanhola sobe 11,6% em 2025, mas segue 40% abaixo de 2020

O consumo de antibióticos na suinocultura da Espanha voltou a subir em 2025. O Ministério da Agricultura, Pesca e Alimentação (MAPA) divulgou o Informe Nacional 2020-2025 sobre o uso desses medicamentos em suínos, elaborado com os dados registrados no Presvet. O Presvet é o sistema informatizado central que, desde 2019, recebe mensalmente as prescrições de antibióticos feitas por veterinários para animais de produção.
Em relação à biomassa de suínos, o indicador chegou a 549,9 mg/kg em 2025, contra 492,7 mg/kg no ano anterior. A alta anual é de 11,6%, mas o resultado ainda representa uma queda de 40,2% em relação aos 919 mg/kg de 2020. Em volume total, foram 1.184,05 toneladas de princípio ativo, aumento de 11,4% sobre 2024 e 42,4% abaixo do registrado em 2020.
Onde e como os antibióticos são usados
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As granjas de terminação responderam por 48,4% do consumo, seguidas pelas de ciclo completo, com 26,1%, e pelas de creche, com 20,3%. Juntas, as três categorias somaram 94,8% do total. As granjas ligadas a empresas integradoras concentraram 80% do uso em 2025, contra 78% em 2020.
A água de bebida foi a principal via de administração, com 74,8% do consumo, à frente da ração medicada (16,2%) e da via injetável (7,2%). As aminopenicilinas lideraram entre as classes de antibióticos, com 35% do total, seguidas pelas tetraciclinas (23,6%), lincosamidas (11,6%), sulfonamidas (8%) e aminoglicosídeos (6,9%).
Quanto à finalidade, 85,7% das prescrições foram para tratamento de animais doentes, 14,15% foram metafiláticas (aplicadas ao lote quando parte dele adoece) e apenas 0,14% foram preventivas.
Contexto
A Espanha é o maior produtor de carne suína da União Europeia e vem reduzindo o uso de antibióticos desde a criação do Presvet. O país aprovou em 2024 um plano de ação para o período de 2025 a 2027, que tem o Presvet como ferramenta central para acompanhar o consumo em cada granja. A alta de 2025 interrompe a sequência de quedas e deve aumentar a pressão sobre o setor para retomar a trajetória de redução.
Da Redação, com informações do MAPA (Espanha) e Animal’s Health
























