Com o foco confirmado em Santa Catarina, artigo de pesquisadores da UFMG publicado na Avicultura Industrial revisa os principais aspectos da doença e as estratégias de controle
Na AI – Doença de Newcastle: o que é, como se transmite e como prevenir

A confirmação de um foco da doença de Newcastle em uma granja comercial de perus em Nova Itaberaba, no Oeste de Santa Catarina, recoloca a enfermidade no centro das atenções da avicultura brasileira. Para entender o que está em jogo, os pesquisadores Danielle Brini Motta Ferreira e Nelson Rodrigo da Silva Martins, da Escola de Veterinária da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), publicaram na edição 1339 da revista Avicultura Industrial uma revisão sobre a doença.
A doença de Newcastle é uma infecção viral altamente contagiosa, de notificação e erradicação obrigatórias no Brasil, sob controle oficial do Ministério da Agricultura por meio do Programa Nacional de Sanidade Avícola (PNSA). Como o país é o maior exportador mundial de carne de frango, manter o status de livre da doença na avicultura industrial é essencial para preservar o acesso aos mercados.
Transmissão e sinais
Leia também no Agrimídia:
- •Na SI: Raças nacionais de suínos podem gerar renda e segurança alimentar, mas esbarram no abate inspecionado
- •México suspende importação de frango e produtos avícolas do Brasil após foco de Newcastle
- •Brasil deve suspender exportações de frango para a China após foco de Newcastle em SC
- •Mapa interdita granja e vai monitorar 133 propriedades após foco de Newcastle em Santa Catarina
Mais de 250 espécies de aves são suscetíveis ao vírus. Galinhas, perus e faisões estão entre as mais sensíveis. Já patos, gansos e marrecos raramente adoecem, mas podem transmitir o vírus de forma silenciosa. A transmissão ocorre por aerossóis respiratórios e fezes, pelo contato com equipamentos, ração, água e veículos contaminados e também por pessoas. Nos casos mais graves, a mortalidade pode chegar a 100% em aves não vacinadas. Como os sinais podem ser confundidos com os de outras doenças, incluindo a influenza aviária, o diagnóstico definitivo depende de exames laboratoriais, feitos no Brasil pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária de São Paulo (LFDA-SP).
Histórico no Brasil
Segundo os autores, o país não teve registros da doença entre 2007 e 2023, depois de focos no Amazonas, em Mato Grosso e no Rio Grande do Sul em 2006. Em julho de 2024, um caso em Anta Gorda (RS) foi controlado, e a granja foi liberada para novo alojamento em setembro do mesmo ano.
Prevenção
A prevenção combina vigilância ativa e passiva, vacinação e biosseguridade. Poedeiras e matrizes, que vivem mais tempo, devem ser vacinadas e revacinadas. As granjas também precisam reduzir ao máximo o contato com aves silvestres e com criações de subsistência.
Leia o artigo completo na edição 1339 da revista Avicultura Industrial.
























