Abate de seis mil aves no estado provoca suspensões totais por México e Malásia, enquanto China e Arábia Saudita restringem apenas origem catarinense
Foco de Newcastle em SC gera embargos à carne de frango brasileira

Autoridades sanitárias confirmaram nesta terça-feira (22) o abate de seis mil perus em uma granja comercial localizada no município de Nova Itaberaba, no Oeste de Santa Catarina, após a detecção e confirmação de um foco da Doença de Newcastle. O incidente sanitário desencadeou reações imediatas e severas no mercado internacional, levando o México e a Malásia a suspenderem integralmente as importações de carne de frango de todo o território brasileiro. O embargo afeta de forma direta as operações dos frigoríficos exportadores, que agora dependem de uma resposta rápida e articulada das autoridades federais para mitigar os prejuízos comerciais.
Em contrapartida à decisão drástica de mexicanos e malaios, parceiros comerciais estratégicos para o agronegócio nacional optaram por adotar medidas regionalizadas, reconhecendo os controles sanitários do país. Arábia Saudita, China e Chile limitaram os embargos exclusivamente aos produtos avícolas com origem no estado de Santa Catarina. Esta segmentação é fundamental para atenuar o impacto sobre o volume total de exportações brasileiras, permitindo que plantas localizadas no Paraná, Rio Grande do Sul e outras regiões produtoras continuem operando e embarcando normalmente para estes destinos asiáticos e do Oriente Médio.
No âmbito estadual, o governo catarinense mobilizou rapidamente suas equipes de defesa agropecuária. A Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) iniciou uma ampla operação de contingência que abrange a vistoria rigorosa de 1.600 propriedades rurais situadas no entorno do foco da doença. A ação de vigilância ativa inclui a coleta sistemática de amostras de aves para monitoramento epidemiológico, visando comprovar a contenção do surto e evitar a disseminação do vírus para plantéis comerciais vizinhos.
Leia também no Agrimídia:
Paralelamente, o Ministério da Agricultura e Pecuária divulgou atualizações oficiais detalhando as restrições impostas pelos diferentes mercados internacionais. A pasta concentra esforços diplomáticos e técnicos para demonstrar a transparência do sistema de defesa sanitária brasileiro, utilizando a rápida identificação e erradicação do foco como argumento para convencer os países importadores a reverterem as suspensões totais e aderirem ao princípio da regionalização dos embargos.
Da Redação
























