Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↑ R$ 66,19 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 152,45 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↑ R$ 159,28 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 9,64 / kg
Suíno - Estadual SP ↓ R$ 6,71 / kg
Suíno - Estadual MG ↓ R$ 6,95 / kg
Suíno - Estadual PR ↓ R$ 5,67 / kg
Suíno - Estadual SC ↓ R$ 5,86 / kg
Suíno - Estadual RS ↓ R$ 5,78 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 138,55 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 140,29 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 154,70 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 155,89 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 129,29 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 143,22 / cx
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,21 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,23 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↓ R$ 1.565,43 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.484,33 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 158,68 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 136,07 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↑ R$ 135,22 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↑ R$ 148,68 / cx
Revista

Agro brasileiro é parte da solução para o clima, defendem especialistas

Estudo publicado na Avicultura Industrial reúne indicadores de sustentabilidade do setor e propõe uma agenda estratégica

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Agro brasileiro é parte da solução para o clima, defendem especialistas

O Brasil está na dianteira como fornecedor mundial mais sustentável de alimentos, bioenergia e outros produtos agropecuários. A avaliação é de Marcos Fava Neves, professor titular da Faculdade de Administração da USP e da Harven Agribusiness School e sócio da Markestrat Group, em artigo assinado com Vinícius Cambaúva, Letícia Franco Martinez, Beatriz Papa Casagrande e Rafael Barros Rosalino, publicado na edição 1343 da revista Avicultura Industrial.

Os autores mostram o peso do agro na economia: em 2025, a balança comercial brasileira teve superávit de US$ 68,3 bilhões, mas, sem o agronegócio, o resultado seria um déficit de US$ 80,8 bilhões. As exportações são lideradas pelo complexo soja, carnes, produtos florestais, café e açúcar e etanol, com destinos cada vez mais diversificados.

Produzir mais sem abrir áreas

Segundo o artigo, o Brasil mantém cerca de 65,6% de seu território de 851,6 milhões de hectares destinado à preservação da vegetação nativa. Desde a safra 1985/86, a produção de grãos cresceu mais de 500%, enquanto a área cultivada apenas dobrou. Esse efeito poupa-terra evitou a incorporação de cerca de 147 milhões de hectares à produção. Na pecuária, a área de pastagens diminuiu ao mesmo tempo em que a produção de carne cresceu.

Os autores destacam práticas como plantio direto, integração lavoura-pecuária-floresta, recuperação de pastagens, bioinsumos e agricultura de precisão, além da economia circular, que conecta lavoura, pecuária e geração de energia.

Energia limpa

O artigo também ressalta a matriz energética brasileira, uma das mais limpas do mundo, e o papel dos biocombustíveis. Em cinco anos, o programa RenovaBio evitou a emissão de quase 200 milhões de toneladas de CO₂. As projeções apontam crescimento do etanol de milho e do biodiesel, e os autores veem no biogás e no biometano, a partir de resíduos agropecuários, uma alternativa estratégica para a transição energética.

Agenda para o futuro

Para enfrentar o desafio de produzir mais alimentos e preservar o meio ambiente, os autores apresentam uma agenda estratégica. A proposta inclui o avanço de sistemas sustentáveis, tecnologia, bioinsumos, melhoramento genético, bioenergia e políticas públicas de descarbonização e conservação.

Leia o artigo completo na edição 1343 da revista Avicultura Industrial.

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