Depois de uma semana de queda, a alta do câmbio e dos portos e a retração dos vendedores sustentam as cotações; compradores seguem fazendo só compras pontuais
Preços do milho voltam a subir com dólar mais forte, mas negociações seguem lentas

As cotações do milho voltaram a subir no mercado brasileiro, depois da queda registrada na semana passada. Segundo o Cepea, a valorização do dólar e a alta dos preços nos portos favoreceram a recuperação. A retração de parte dos vendedores também contribuiu, embora as negociações continuem lentas.
Análise do mercado (03/11)
O fato do período: A virada do câmbio inverteu a tendência de queda do milho, e os vendedores passaram a segurar o produto, enquanto os compradores seguem cautelosos.
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- Dólar e portos em alta: A valorização do dólar elevou a paridade de exportação e os preços nos portos, o que se refletiu no mercado interno.
- Vendedores mais retraídos: Parte dos produtores reduziu as ofertas, atenta às incertezas sobre a reforma tributária.
- Compras pontuais: Os compradores negociaram apenas lotes pontuais, conforme a necessidade de abastecimento, à espera de preços mais atrativos.
Comparativo direto: A evolução do mercado de milho (26/10 vs. Relatório de 03/11)
| Frente de Análise | Relatório de 26/10 | Relatório de 03/11 — Destaque |
|---|---|---|
| Comportamento de Preços | Queda no mercado interno | Reação das cotações |
| Câmbio | Dólar em queda reduzia a paridade de exportação | Dólar em alta favorece os preços |
| Portos | Recuo mais intenso que no interior | Avanço dos preços nos portos |
| Postura dos Vendedores | Mais flexíveis, com receio de novas quedas e necessidade de caixa | Mais retraídos, atentos à reforma tributária |
| Postura dos Compradores | Cautelosos, acompanhando o plantio | Compras pontuais, à espera de preços mais atrativos |
Para avicultores e suinocultores, a reação do milho interrompe, por enquanto, o alívio no custo da ração observado na semana anterior. A tendência para as próximas semanas vai depender principalmente do câmbio e do avanço da safra de verão, que, segundo o Cepea, segue com boas perspectivas de oferta.
Da Redação, com informações do Cepea






















