Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 71,32 / kg
Soja - Indicador PRR$ 122,31 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 129,29 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 10,12 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 6,96 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 6,76 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 6,69 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 6,64 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 6,80 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 177,76 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 188,37 / cx
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Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 168,81 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 194,84 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,05 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,09 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.210,08 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.093,06 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 208,53 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 185,84 / cx
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Infraestrutura

Força de avicultores e suinocultores deve levantar nova ferrovia entre PR e SC

Ferroeste quer ramal ligando Cascavel a Chapecó

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Força de avicultores e suinocultores deve levantar nova ferrovia entre PR e SC

O Oeste do Paraná e o Oeste de Santa Catarina poderão ser conectados por uma estrada de ferro nos próximos anos. O Ministério da Infraestrutura confirmou que a Ferroeste solicitou autorização federal para construir uma nova linha férrea de 286 quilômetros ligando Cascavel (PR) a Chapecó (SC). O investimento previsto é de R$ 6 bilhões, totalmente da iniciativa privada.

A estrada atende a uma reivindicação antiga de suinocultores e avicultores do Oeste catarinense que dependem do transporte do milho do Mato Grosso do Sul para compor a ração animal. Esse transporte hoje é feito por rodovia que tem um custo cerca de 30% superior em comparação ao transporte ferroviário.

Santa Catarina é o maior produtor e exportador de carne suína do Brasil e o segundo maior de carne de frango, mas pela limitação territorial consegue produzir apenas 40% do milho demandado para a alimentação animal. Os 60% restantes, cerca de 5 milhões de toneladas por ano, têm que vir do Centro-Oeste brasileiro.

A construção do trecho integra o recém lançado Programa de Autorizações Ferroviárias, o Pro Trilhos, instituído pela Medida Provisória nº 1.065/21 para tornar mais atrativo o investimento em ferrovias. O programa tem regras mais flexíveis em comparação à concessão, seguindo modelo já adotado nos setores das telecomunicações, energia elétrica, portuário e aeroportuário.

O Ministério da Infraestrutura esclarece que as autorizações virão em maioria pelo interesse descentralizado do mercado, que identifica onde quer atuar. As concessões continuarão a ser realizadas pelo planejamento centralizado do Estado, principalmente quando não houver interesse do mercado em desenhar, ele próprio, a ferrovia.

“A expectativa é de que o novo modelo acelere as ferrovias, solucionando um gargalo logístico histórico de Santa Catarina, que é a dificuldade para trazer grãos da região Centro-Oeste do país para nutrição animal”, destaca o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Santa Catarina (Faesc), José Zeferino Pedrozo.

Já a Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc) vê o empreendimento com cautela. “O produtor do grão do Mato Grosso do Sul pode achar mais atrativo enviar o produto para o porto, para exportar, ao invés de transportar até o oeste catarinense”, diz Egídio Antonio Martorano, executivo da Câmara e do Conselho de Transporte e Logística da Fiesc. “Precisamos ter certeza de que o milho virá de fato abastecer a nossa indústria da carne a um custo competitivo. Para isso é preciso também prever estrutura de transbordo”, destaca.

Apesar de Santa Catarina ser o principal atendido, o ramal ferroviário vai beneficiar também Paraná porque vai passar pelo Sudoeste, região cujo volume de produção por si só não justificaria uma ferrovia.

“A estrada vai atender Chapecó, mas vai ao mesmo tempo beneficiar o Paraná que também tem uma avicultura e uma suinocultura fortes”, destaca Irineo da Costa Rodriges, presidente do Sindicato das Indústrias de Produtos Avícolas do Paraná (Sindiavipar).

Foram solicitadas autorizações para outros dois trechos no Paraná: Guarapuava a Paranaguá, com 405,2 quilômetros e investimento de R$ 12 bilhões; e Cascavel a Foz do Iguaçu, com 166 quilômetros e investimento de R$ 3,5 bilhões no empreendimento. A Ferroeste informou que ainda não definiu a modelagem jurídica desses trechos e disse que aguarda o parecer definitivo do Ministério da Infraestrutura sobre as autorizações.

Até o momento, o ministério recebeu 14 pedidos para novas ferrovias em 12 estados brasileiros, totalizando 5.360 quilômetros de novos trilhos. O total de investimento previsto é de R$ 80,5 bilhões. Todas as solicitações estão sendo analisadas pela equipe da Secretaria Nacional de Transportes Terrestres (SNTT), com base na medida provisória que abriu a possibilidade de ampliação da malha ferroviária nacional pelo modelo de autorizações.

Em relação à Nova Ferroeste, o traçado vai ter no total 1.285 quilômetros ligando Maracaju (MS) ao porto de Paranaguá (PR), com ramais ferroviários até Foz do Iguaçu (PR) e Chapecó (SC). A previsão é ser construída entre 2022 e 2029.

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