Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 70,94 / kg
Soja - Indicador PR R$ 152,61 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 160,99 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,16 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 4,83 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,02 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,45 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,52 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,53 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 141,20 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 140,88 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 153,04 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 152,41 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 133,95 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 147,00 / cx
Frango - Indicador SP R$ 7,34 / kg
Frango - Indicador SP R$ 7,35 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.453,63 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.355,88 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 168,21 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 134,14 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 152,75 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 161,54 / cx
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Economia

FAESP: mudança na legislação vai estimular produção artesanal de origem animal

Entidade participou da elaboração do Projeto de Lei aprovado na quarta-feira e pede isenção de ICMS

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FAESP: mudança na legislação vai estimular produção artesanal de origem animal

A Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (FAESP) considera que o Projeto de Lei (PL), aprovado na noite de quarta-feira (dia 27) na Assembleia Legislativa (AL) de São Paulo, que reduz a burocracia para a elaboração de produtos de origem animal na forma artesanal no Estado, é uma importante vitória para o setor e vai incentivar a atividade. A FAESP acredita que o setor precisa de mais estímulos para se desenvolver e enviou esta semana um ofício ao governo estadual reivindicando a isenção do Imposto sobre Circulação de Mercadorias (ICMS), no tocante a estes produtos artesanais.

O PL 607/2021 estabelece novas normas para a manipulação, inspeção e fiscalização dos produtos artesanais e comestíveis de origem animal. O projeto, do governo estadual e que deve ser sancionada pelo governador João Dória, atende demanda dos pequenos e médios produtores e que foram reivindicadas pela FAESP.

“A FAESP teve participação ativa em todo o processo de elaboração do PL. Há mais de dez anos a FAESP têm acompanhado a pauta e cobrado atualização dos atos normativos referentes à produção artesanal. Para o referido PL, a FAESP participou da Consulta Pública realizada em 2020. Com o avanço do projeto na ALESP neste ano a Federação ofereceu expressivos subsídios técnicos que se transformaram em emendas que se incorporaram ao Projeto”, lembra o presidente da FAESP, Fábio de Salles Meirelles.

Meirelles ressalta que as medidas do PL vão beneficiar sobretudo os pequenos e médios produtores. A nova lei autoriza o uso de leite cru e da elaboração de “queijos autorais”. “Certamente, isso vai incentivar novos produtores, que poderão agregar valor aos seus negócios”, destaca o presidente da FAESP.

Outro fator importante é que as prefeituras poderão celebrar convênios para executarem o ato de fiscalização sob a coordenação do SISP nos estabelecimentos artesanais, descentralizando e aumentando a eficiência. “Agilizar a fiscalização vai contribuir para a melhoria do ambiente de negócios”, estima o presidente.

O coordenador da área de Bovinocultura Leiteira da FAESP e diretor técnico da Associação Brasileira de Produtores de Leite (ABRALEITE), Wander Bastos, também está otimista com os efeitos da PL. “Com isso, os produtores paulistas vão ganhar competividade e terão melhores condições de disputar mercados com outros estados”, diz ele, que também é produtor do setor. “A Legislação finalmente está mais atualizada e de acordo com a realidade dos produtores”, acrescenta.

O dirigente ressalva que, com um marco legal mais atualizado, cada vez mais produtores optem por legalizar a produção. “O produtor quer atuar na legalidade e, com isso, ter melhores condições para ampliar seu espaço no mercado”, afirma Bastos.

O setor se mobilizou ainda mais a partir de junho deste ano, após a repercussão do caso da Lano-Alto, de São Luiz de Paraitinga. A partir de uma denúncia anônima, representantes da Defesa Agropecuária do Estado de São Paulo destruíram 120 quilos de queijo curado, 45 litros de iogurte e 9 quilos de requeijão. Na ocasião, a mobilização em torno de uma nova legislação alcançou também nomes renomados da gastronomia paulista.

ICMS

O presidente da FAESP, Fábio de Salles Meirelles, considera que, apesar dos ajustes técnicos na legislação por meio da PL 607/2021, o ICMS de 18% sobre a venda de queijos, incluindo os artesanais, promovidas pelos produtores com destino ao varejo ou ao consumidor final, se manterá como um “grande entrave” para o setor.

Em ofício enviado ao secretário do estado da Agricultura do Estado de São Paulo, Itamar Borges, é solicitada a adesão ao Convênio ICMS 181/19, que autoriza a concessão de isenção do imposto nas saídas internas de queijo, requeijão e doce de leite, realizadas por produtor rural, resultantes de fabricação própria artesanal.

O presidente da FAESP acrescenta que, como a arrecadação do estado vem sendo superior à estimada pelo cenário econômico, há uma oportunidade para dar início a uma discussão que busque ajustes o ICMS incidente sobre os produtos artesanais (queijos, embutidos, mel e outros).
“A adequação dos produtores aos requisitos de registro sob o status de artesanal ganharia importante impulso com a desoneração do ICMS, propiciando melhor ambiente econômico, capaz de contribuir com o aumento da competitividade dos negócios”, destaca o presidente.

A FAESP sugere ainda que o Estado de São Paulo poderia liderar estudos para propor um Convênio ICMS mais abrangente no Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), uma vez que a produção artesanal envolve outros produtos de origem animal, além dos lácteos.

 

 

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