Mais de 200 casos de Salmonella no Reino Unido são associados a ovos importados no setor de catering. Entidades cobram rigor nas importações
Sanidade
Surto de salmonela no Reino Unido acende alerta sobre ovos importados
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A Agência de Segurança Sanitária do Reino Unido (UKHSA) confirmou um surto de Salmonella Enteritidis associado ao uso de ovos importados em serviços de catering e restaurantes. O incidente mobiliza lideranças do setor avícola britânico, como a União Nacional dos Agricultores (NFU) e o Conselho Britânico da Indústria de Ovos, que exigem regras de importação mais rígidas e alertam para os riscos trazidos por produtos criados fora dos padrões sanitários locais.
Panorama do Surto e Dados do Mercado Avícola Britânico
| Indicador / Parâmetro | Detalhes do Surto e do Setor |
| Casos Confirmados | Mais de 200 relatos de contaminação por Salmonella Enteritidis |
| Origem Principal | Ovos importados utilizados em empresas de catering e serviços de alimentação |
| Desconhecimento Público | 72% da população ignora que restaurantes usam ovos importados de sistemas de gaiolas |
| Selo de Garantia Local | Selos British Lion e Laid in Britain garantem vacinação e auditorias rigorosas |
| Legislação de Bem-Estar | Gaiolas convencionais em bateria são proibidas no Reino Unido desde 2012 |
Destaques Sanitários e Desafios de Rastreabilidade
- Garantia dos ovos locais: A Agência de Normas Alimentares (FSA) reforçou que não há evidências do envolvimento da produção britânica no surto. Apenas ovos com as certificações British Lion ou Laid in Britain são recomendados para consumo cru ou malpassado por públicos vulneráveis, como idosos, gestantes e crianças.
- Exigência de isonomia regulatória: A União Nacional dos Agricultores (NFU) criticou a entrada de produtos com exigências sanitárias brandas. Produtores locais cumprem protocolos rigorosos de biossegurança, testagem contínua e imunização obrigatória dos planteis contra Salmonella.
- Falta de transparência no setor de alimentação: Pesquisa YouGov promovida pela RSPCA Assured revelou que 72% dos consumidores desconhecem que estabelecimentos comerciais podem usar legalmente ovos importados de granjas que mantêm galinhas em gaiolas de bateria — sistema banido no território britânico há mais de uma década —, sem a obrigação de informar a origem do ingrediente no cardápio.
De acordo Nick Allen, CEO do Conselho Britânico da Indústria de Ovos, “deve haver igualdade de condições. Os ovos e produtos derivados importados para o Reino Unido devem atender a padrões equivalentes aos exigidos dos produtores britânicos, se levarmos a sério a proteção dos consumidores. Empresas do setor alimentício não devem ter que abrir mão da segurança alimentar ao adquirir insumos.”
Fonte: Poultry World























