Os paraenses sugerem que, do total demandado, R$ 160 bilhões devem ser destinados a créditos para custeio e comercialização e R$ 40 bilhões para novos investimentos
Cooperativas defendem repasse de R$ 200 bilhões na safra 2018/19

Recursos na ordem de R$ 200 bilhões para os financiamentos de custeio, comercialização e investimentos e redução de três pontos percentuais nas taxas de juros. Essas são as principais demandas das cooperativas agropecuárias paranaenses para o Plano Agrícola e Pecuário (PAP) da safra 2018/19. Os pleitos foram encaminhados ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) no dia 12 de março por meio de documento elaborado pela Ocepar, em conjunto com a Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep) e Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab).
O volume de recursos pleiteado pelas entidades do Paraná representa um aumento de 6% em relação ao valor destinado na safra passada, de R$ 188,3 bilhões. Os paraenses sugerem que, do total demandado, R$ 160 bilhões devem ser destinados a créditos para custeio e comercialização e R$ 40 bilhões para novos investimentos.
Segundo informações divulgadas pelo Mapa, o ministério deve manter, no mínimo, o mesmo montante da safra passada. A afirmação foi feita pelo secretário de Política Agrícola Neri Geller durante encontro com produtores ocorrido na semana passada, em Lucas do Rio Verde (GO). Ainda de acordo com o ministério, os juros poderão recuar a partir de julho, quando começarem os preparativos para o novo ciclo de produção. Segundo a matéria sobre ao assunto, o corte será feito para seguir as reduções que estão ocorrendo na taxa básica de juros, a Selic, fixada em 6,5% ao ano, contra os 8,5% anuais cobrados sobre as operações de custeio.
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Já o diretor de Crédito do Mapa, Wilson Vaz Araújo, afirmou que existe a possibilidade do plano ser anunciado mais cedo este ano. Em 2017 o PAP foi anunciado em 7 de junho.





















