Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 71,63 / kg
Soja - Indicador PRR$ 122,56 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 129,38 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 10,13 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 6,98 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 6,75 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 6,63 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 6,65 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 6,79 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 183,01 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 200,46 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 207,88 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 223,39 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 174,01 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 201,78 / cx
Frango - Indicador SPR$ 6,81 / kg
Frango - Indicador SPR$ 6,87 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.251,18 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.101,12 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 227,54 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 196,95 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 187,56 / cx
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Análise

O mercado do veículo elétrico no Brasil: é hora de acelerar

Ações para incentivo do uso de veículos elétricos podem levar país a outro patamar

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O mercado do veículo elétrico no Brasil: é hora de acelerar

Os veículos elétricos e seus componentes ganham cada vez mais espaço no mercado automobilístico mundial, mas ainda têm um longo caminho a percorrer no Brasil. O momento, porém, nunca foi tão favorável às novas tecnologias. A agenda da mobilidade elétrica em nosso país começa a dominar a atenção dos prefeitos das grandes cidades, dos líderes da indústria, dos urbanistas e do Governo Federal. E o mais importante: o veículo elétrico já despertou o interesse do comprador comum.

Basta notar que, em 2017, os emplacamentos de veículos elétricos e híbridos no Brasil triplicaram em relação a 2016, passando de 1.091 para 3.296, segundo a Anfavea. Esses números parecem pouco expressivos, se comparados aos 43,4 milhões de veículos da frota circulante no Brasil em 2017 (automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus, excluindo motos), mas eles apontam para uma tendência ascendente do mercado de Veículos Elétricos.

De 2016 para 2017, as vendas de veículos elétricos cresceram 202%. Um desempenho notável para um ano ainda difícil, em que as vendas internas totais de veículos novos aumentaram apenas 9,2%.

O recado do consumidor brasileiro é claro, ele está disposto a apostar na mobilidade elétrica, desde que a indústria lhe apresente bons produtos e os governos ofereçam os incentivos adequados.

“O Brasil ainda tem muito a fazer e investir, mas acredito que chegamos ao momento de crescer; em poucos anos, o carro elétrico vai competir fortemente com o carro a combustão”, diz o presidente da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE), Ricardo Guggisberg.

Atualmente, o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) é de 25% para veículos totalmente elétricos, de 13% para híbridos e de apenas 7% para carros flex, cuja eficiência energética é muito inferior. O corte do IPI é um dos principais itens do novo programa automotivo Rota 2030, que o Governo Federal promete divulgar em breve.

Além de corrigir as distorções tributárias que encarecem o veículo elétrico no Brasil, também é preciso investir em infraestrutura de recarga, como a expansão da rede de eletropostos nas cidades e rodovias, tanto nas vias públicas quanto nas garagens dos prédios residenciais.

Em março de 2018 a ABVE apresentou um projeto à Prefeitura de São Paulo para criar uma rede de eletropostos financiada pela iniciativa privada. O projeto ainda está em análise.

“Com eletropostos nos principais corredores de trânsito, o usuário terá mais uma opção, além da recarga doméstica. Ele terá mais segurança na hora de escolher um veículo elétrico”, afirma Guggisberg.

A experiência internacional, na Europa, Ásia e Estados Unidos prova que o consumidor reage positivamente aos bons estímulos.  Foi assim que a China se tornou, em 2016, o maior mercado mundial da mobilidade elétrica com uma frota total de 648 mil veículos elétricos e híbridos, seguido pelos Estados Unidos com 563 mil. O país asiático tem hoje 300 mil ônibus elétricos e nada menos do que 200 milhões de motos elétricas, segundo o EV Outlook 2017, do Instituto Internacional de Energia (IEA).

No início do ano, a Noruega anunciou que 52% dos veículos novos vendidos no país em 2017 foram elétricos ou híbridos. Essa marca histórica é o resultado de quase 30 anos seguidos de sólidas políticas de apoio aos combustíveis renováveis.

Para o presidente da ABVE, o Brasil reúne todas as condições para acelerar na mobilidade elétrica. “Assim como em outros países, o mercado nacional também reagirá rapidamente, se receber os sinais corretos, tanto das empresas quanto dos governos”. De fato, o país tem um setor automotivo forte (4% do PIB) e uma história de inovação tecnológica em transporte sustentável, desde o lançamento do Proálcool (1975). Ao mesmo tempo, tem fontes de eletricidade renovável que chegam a 81% da geração total.

Alguns exemplos mostram, que a indústria brasileira está fazendo sua parte. Em março deste ano, a Toyota apresentou em São Paulo o protótipo do primeiro automóvel híbrido elétrico movido a etanol do mundo – um Prius desenvolvido no Brasil. A meta global da empresa é a hibridização de todos os seus modelos até 2050. Em 2014, a BYD – maior fabricante mundial de ônibus elétricos – instalou a sua primeira fábrica no Brasil, em Campinas. A empresa produz também automóveis e baterias elétricas.

Em outubro de 2017, a Volkswagen lançou na Alemanha o seu primeiro caminhão elétrico. O veículo foi produzido na fábrica da MAN Latin America em Resende (RJ), com tecnologia de tração elétrica da Eletra e motores elétricos da WEG, duas empresas 100% nacionais. A Eletra, aliás, tem mais de 30 anos de história na fabricação, comercialização e exportação de ônibus elétricos e trólebus, com tecnologia totalmente nacional. Desde 2009, a Volvo fabrica chassis de ônibus híbridos e já montou cerca de 30 deles para a frota municipal de Curitiba.

O mercado, agora, espera um pouco mais de incentivos do Poder Público. O Governo Federal já tomou boas iniciativas, como a redução do Imposto de Importação dos elétricos para 2% (Resolução 34 da Camex de 2016 que valeu até 31 de dezembro de 2017).

Apesar destes incentivos, a medida mais importante será o corte do IPI para 7%, com a equiparação das alíquotas dos elétricos e híbridos às dos veículos flex 1.0. A indústria aguarda essa decisão para lançar novos produtos já nos próximos meses.

“Estamos trabalhando para expandir a mobilidade elétrica e torná-la acessível à população, tanto no transporte público quanto no particular”, afirmou o presidente da ABVE. “Novas oportunidades estão surgindo, e em breve a indústria lançará produtos totalmente nacionais. Está chegando o momento em que o veículo elétrico será uma escolha natural e comum a todos”, concluiu.

Todas estas tendências do mercado e da indústria automobilística elétrica e de seus componentes estarão no Veículo Elétrico Latino Americano, que acontece entre os dias 18 e 20 de setembro, no Transamérica Expo, em São Paulo.

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