Confira a edição 284 da revista Suinocultura Industrial
Acordos comerciais na pauta do próximo presidente

O presidente eleito em outubro terá no próximo ano inúmeros desafios a superar nas mais diversas áreas. A economia precisa voltar a crescer em percentuais mais significativos, reformas importantes estão à espera, como a da Previdência Social, política e tributária, assim como oportunidades se abrem no comércio internacional, desde que o país abra um pouco mais sua economia e feche acordos internacionais importantes.
Nesse último item, uma grande chance se põe em 2019. O país será sede da reunião de presidentes do Brics. Ou seja, poderá propor uma agenda voltada em muito a temas os quais tenha interesse. Nesse ano, o encontro aconteceu em Johanesburgo, na África do Sul, e vários acordos em diversas áreas foram assinados pelos presidentes do Brasil, Rússia, Índia, China e da própria África do Sul. Ele foi precedido por inúmeras reuniões em diferentes esferas político-governamentais.
Os Brics não são um bloco econômico, mas sim um grupo político de cooperação. Todos, economias emergentes, com grandes mercados consumidores e que, com suas economias voltando a crescer em ritmo de anos anteriores, passam a ter um peso importante em decisões estratégicas no cenário internacional. O próximo presidente tem a obrigação de estreitar ainda mais os laços de colaboração com esses países.
Leia também no Agrimídia:
- •Síndromes respiratórias, sanidade e cenário global marcam a edição de fevereiro da Revista Suinocultura Industrial
- •Reino Unido impõe restrições a importações do Chipre após surto de febre aftosa
- •Aurora Coop movimenta R$ 27 bilhões na economia e gera 3,5 mil empregos em 2025
- •Agricultores bloqueiam estradas na Sérvia e exigem subsídios, proteção contra importações
Também, o futuro presidente do Brasil tem de encaminhar suas ações para o fechamento de acordos comerciais importantes, sejam de ordem bilateral ou até mesmo integrar blocos econômicos. Possivelmente o mais importante para o país seria o TPP, conhecido como Parceria Transpacífico, acordo de livre-comércio formado por 11 países banhados pelo oceano Pacífico. Os Estados Unidos negociavam, mas não aderiram ao acordo.
O Brasil passaria a ter acesso a mercados relevantes na Ásia, ao mesmo tempo em que fortaleceria o comércio com países como Chile, Peru e México na América Latina. Além disso, abriria portas para negociações de transporte transpacífico, com ferrovias brasileiras ligando os portos peruanos e chilenos para escoar a produção de grãos e carnes do Centro-Oeste para os países asiáticos. São oportunidades e desafios que o Brasil terá pela frente.
Boa leitura a todos!
Humberto Luis Marques





















