Iniciativa amplia a participação brasileira em debates internacionais sobre agricultura e sistemas alimentares sustentáveis e promove a imagem da agricultura do Brasil
Brasil adere a programa da OCDE e amplia protagonismo em pesquisa agropecuária e sustentabilidade

O governo do Brasil formalizou, na última sexta-feira (24), sua adesão ao Programa de Pesquisa Cooperativa para Agricultura e Sistemas Alimentares Sustentáveis da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico, conhecido internacionalmente como CRP. A oficialização ocorreu durante reunião realizada em Paris, sede da entidade.
A cerimônia contou com a participação de representantes do Ministério da Agricultura e Pecuária e do Ministério das Relações Exteriores, além de autoridades da OCDE. A iniciativa consolida o avanço da inserção brasileira em fóruns internacionais voltados ao desenvolvimento sustentável da agropecuária.
Pesquisa tropical e inovação ampliam relevância do agronegócio brasileiro
A entrada do Brasil no CRP reforça o papel do país como referência global em agricultura tropical, área na qual acumula avanços significativos em produtividade e sustentabilidade. Esse desempenho é sustentado por uma ampla rede de instituições de pesquisa, universidades e centros tecnológicos, com destaque para a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, que desempenha papel estratégico no desenvolvimento de soluções adaptadas às condições tropicais.
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Com a adesão, o país passa a integrar de forma mais ativa os debates internacionais sobre temas como segurança alimentar, inovação no campo e sustentabilidade dos sistemas produtivos, ampliando sua influência nas decisões e diretrizes globais para o setor.
Cooperação internacional deve reduzir custos e ampliar acesso a conhecimento
A participação no programa também traz ganhos operacionais ao permitir acesso a uma estrutura consolidada de cooperação científica. O CRP oferece mecanismos de intercâmbio de pesquisadores, financiamento de estudos, além da realização de conferências, workshops e simpósios voltados ao avanço da ciência aplicada ao agronegócio.
Com isso, o Brasil tende a reduzir custos associados à cooperação internacional, ao mesmo tempo em que amplia o acesso a conhecimento técnico e oportunidades de inovação, fortalecendo a competitividade da produção agropecuária nacional no cenário global.
A adesão representa mais um passo na estratégia de internacionalização da pesquisa agropecuária brasileira, consolidando o país como ator relevante nas discussões sobre o futuro da produção de alimentos e da sustentabilidade no mundo.
Referência: MAPA





















