Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 62,99 / kg
Soja - Indicador PRR$ 123,91 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 131,07 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 8,46 / kg
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Suíno - Estadual SCR$ 4,81 / kg
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Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 163,09 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 164,55 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 183,12 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 184,63 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 154,11 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 174,64 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,29 / kg
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Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.376,72 / t
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Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 183,96 / cx
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A importância do adequado processamento térmico da Soja para o melhor desempenho dos suínos – por Diego Duran

Processamentos térmicos devem ser aplicados visando inativar fatores antinutricionais presentes nessa matéria-prima

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A importância do adequado processamento térmico da Soja para o melhor desempenho dos suínos –  por Diego Duran

2017A fonte proteica mais utilizada em dietas para suínos no nosso país é a soja, cuja qualidade tem influência direta no consumo e desempenho dos animais. Dessa forma, processamentos térmicos devem ser aplicados visando inativar fatores antinutricionais presentes nessa matéria-prima. Os principais fatores termolábeis que podemos citar na soja “in natura” são: inibidores de tripsina, hemaglutininas (lectinas), fatores bociogênicos, antivitamínicos e antiminerais (fitato).

Em virtude de custo e praticidade analítica, atualmente, duas análises são comumente utilizadas para avaliar a qualidade do processamento térmico da soja, são elas: solubilidade proteica e índice de atividade ureática. A partir dos  resultados dessas análises é possível avaliar se o processamento está adequado ou se ocorreu um sub ou superprocessamento térmico, esse último é indicado principalmente pelo resultado de solubilidade proteica.

Caso os resultados analíticos demonstrem que ocorreu um subprocessamento térmico da matéria-prima, teremos indícios de que os fatores antinutricionais ainda estão presentes na soja e, com isso, os animais estarão suscetíveis a transtornos digestivos. Quando os resultados evidenciam um superprocessamento térmico, podemos deduzir que a digestibilidade de alguns aminoácidos foi afetada, principalmente a lisina, primeiro aminoácido limitante para suínos, cuja principal fonte em uma dieta para esses animais é o farelo de soja.

O quadro abaixo destaca os valores habitualmente utilizados para avaliar o processamento térmico da soja.

Quadro 1. Valores utilizados para avaliar processamento térmico da soja.

GRAFICO

Como relatado anteriormente, uma soja subprocessada poderá conter fatores antinutricionais, que reduzirão o aproveitamento dos nutrientes dessa matéria-prima, acarretando em queda de desempenho dos animais.

 Estudos demonstram que um superaquecimento do farelo de soja piora a conversão alimentar do rebanho e, a cada 5 pontos percentuais de queda na solubilidade abaixo de 80%, os animais gastarão, aproximadamente, 4,5 kg a mais de ração para atingir 100 kg de peso vivo.

GRAFICO

O correto processamento térmico da soja refletirá diretamente nos índices zootécnicos da granja, assim, contar com um bom fornecedor dessa matéria-prima e/ou estar com o processo de produção adequado e padronizado são fatores fundamentais para que a dieta formulada gere os resultados esperados no campo.

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