Aumento de 100% acontece com alguns cortes, como a costela. Saída de miúdos cresce entre 80% a 90%, estima empresário
Chegada do frio faz venda de carne suína dobrar

A chegada do frio durante o outono chega a dobrar a venda de alguns cortes de carne suína, estimam comerciantes em Itapetininga (SP). E esse comportamento dos clientes segue durante todo o inverno, dizem ainda os empresários. O dono de açougue Carlos Feichtenberger, por exemplo, já se preparou aumentando o estoque.
“Fico de olho na previsão do tempo, se vai esfriar já tem que ter estoque dobrado. A costela defumada chega a aumentar mais de 100%. As linguiças portuguesa e calabresa aumentam nesse nível. A linguiça tradicional nossa aumenta 40%, que já é uma venda segura, diária. Quando faz frio a gente tem que dobrar a produção de tudo”, diz Feichtenberger.
Outro empresário que aproveita o período é o dono de frigorifico Renato Sebatiani. Para atender a demanda do mercado, o número de animais abatidos aumenta em 20%. As peças da carne são vendidas para açougues e supermercados da região e da grande São Paulo. Demanda que chega a 105 toneladas por semana.
Leia também no Agrimídia:
- •Síndromes Respiratórias em Suínos: enfoque em Saúde Única na Suinocultura Industrial de Fevereiro
- •China pede redução na produção de suínos diante de excesso de oferta e queda nos preços
- •Peste Suína Africana é detectada em 16 países europeus nos dois primeiros meses de 2026
- •Agropecuária cresce 11,7% em 2025 e soma R$ 775,3 bilhões, aponta IBGE
O frio faz também com que os miúdos, como pé e orelha, entrem para a lista dos mais concorridos. Os produtos são vendidos em dobro em relação a outros meses do ano, afirma Sebatiani.
“Miúdos são sazonais. Então, novembro a venda é fraca, dezembro não vende nada, janeiro começa a vender novamente e na sequência vai fevereiro, março e abril. Chegou o inverno falta miúdo para quem quer. A venda aumenta 80%, 90%. O pessoal faz muita feijoada nessa época”, completa.





















