Equipe de pesquisadores desenvolveu um sistema inovador que permite a utilização de ovos em alternativa aos ensaios com técnicas experimentais invasivas em mamíferos, como ratinhos ou coelhos
Ovos podem substituir ensaios com técnicas invasivas em mamíferos

Uma equipe de pesquisadores da Universidade de Coimbra (UC), Portugal, desenvolveu um sistema inovador que permite a utilização de ovos em alternativa aos ensaios com técnicas experimentais invasivas em mamíferos, como ratinhos ou coelhos, informou a Agência Lusa.
De acordo com a equipe do Centro de Neurociências e Biologia Celular (CNC) da UC o sistema permite a utilização de aves através de técnicas experimentais não invasivas, como a simples recolha de ovos, em “alternativa aos tradicionais ensaios realizados com mamíferos”, como, por exemplo, ratos, coelhos ou cabras.
Alinhado com as diretivas europeias e com a “política dos três ‘R’ (reduzir, reutilizar e reciclar)”, o Sistema de Alojamento Modular de Aves permite pesquisas e desenvolvimento de novos biofármacos e produtos de diagnóstico biomolecular, vacinas e anticorpos.
Leia também no Agrimídia:
- •Brasil conquista nova abertura de mercado para carne frango e bovina nas Ilhas Salomão
- •Global Eggs recebe investimento de US$ 1 bilhão e reforça posição entre gigantes globais do mercado de ovos
- •Rússia amplia apoio estatal à avicultura para impulsionar exportações de frango e ovos
- •Infraestrutura e queda nos investimentos acendem alerta para o setor de ovos no Reino Unido
Segundo a agência, a tecnologia de base utilizada recolhe anticorpos da classe imunoglobulina Y (IgY), equivalente à imunoglobulina da classe G humana com propriedades imunológicas de defesa do organismo, incorporados especificamente na gema de ovos, explica a UC, referindo que “a abordagem é conhecida há mais de 100 anos como forma de produzir anticorpos terapêuticos com propriedades neutralizantes”. Deste modo, basta “recolher ovos”, eliminando-se “a necessidade de colher sangue do animal.
O projeto que já teve pedido para ser patenteado foi financiado por fundos nacionais e europeus, designadamente através da Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT) e dos programas operacionais Fatores de Competitividade (COMPETE) e Regional do Centro (no âmbito do Quadro de Referência Estratégico Nacional 2007-2013) e do Projeto CNC Biotech (investigação em biotecnologia e capacitação do setor empresarial).





















