Sistema inovador diminui o índice de mortes de leitões por esmagamento durante período de amamentação
Sensor ajuda a evitar mortes acidentais de leitões por matriz

De acordo com estimativas da indústria suína, mais de 116 milhões de leitões recém-nascidos foram mortos acidentalmente por suas mães em 2016, resultando em bilhões de dólares perdidos. Assim, com apoio da Universidade de Iowa, uma empresa americana desenvolveu um sistema inovador que utiliza da tecnologia de um sensor para ajudar a diminuir o índice de mortes de leitões por esmagamento.
Chamado de SmartGuard, o sistema foi desenvolvido pela SwineTech em parceria com um grupo de alunos da Universidade de Iowa. De acordo com o colunista Vincent ter Beek, do Pig Progress, o sensor monitora o tom, a intensidade e a duração dos gritos e determina se um leitão está em perigo ou apenas emitindo sinais comuns ao animal.
Segundo Matthew Rooda, CEO da empresa, quando um leitão está em perigo, o dispositivo fixado na porca envia uma vibração e um impulso elétrico fazendo com que a matriz se levante. “Estima-se que cada dispositivo possa atender até 150 porcas por ano”, disse Rooda.
Leia também no Agrimídia:
- •Roberto Cano de Arruda é homenageado em Itu e reforça legado na suinocultura paulista
- •Diálogo entre setor público e privado impulsiona cadeias produtivas de suínos, aves e peixes em MS
- •Sanidade e Agropecuária: Reino Unido intensifica combate à importação ilegal de carne e reforça medidas de biossegurança
- •Tratores impulsionam produtividade e reforçam apoio ao agro no Espírito Santo
A invenção tem duas partes: aparelhos de audição e tecnologia sensorial fixados na matriz de quatro a seis dias. Outro dispositivo escuta o grito agudo do leitão; enquanto um algoritmo classifica os gritos comuns dos gritos prolongados de um leitão em perigo. Uma vez que o dispositivo detecta um leitão sendo esmagado, ele envia um pequeno impulso para a matriz, equivalente à tensão do colar de choque de um cão e, logo após, aguarda seis segundos antes de enviar um segundo impulso caso o animal não se mova.
O teste mostrou que esse método pode aumentar a produção em 0,38 de leitões por ninhada. A indústria da carne suína e os investidores estão entusiasmados com o potencial do produto. A equipe de desenvolvedores é formada por Matthew Rooda, Abraham Espinoza e John Rourke e Thomas Hornbeck.





















