Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 71,37 / kg
Soja - Indicador PRR$ 123,41 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 130,61 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 10,13 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 6,97 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 6,75 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 6,63 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 6,65 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 6,85 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 183,01 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 201,42 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 207,88 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 223,39 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 174,02 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 202,23 / cx
Frango - Indicador SPR$ 6,81 / kg
Frango - Indicador SPR$ 6,87 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.251,47 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.107,94 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 227,54 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 196,95 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 182,23 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 198,59 / cx
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Agronegócio de SC busca alternativas para aliviar crise do milho

Entrada da safrinha, transporte por trem e até navegação de cabotagem influirão na redução do preço excessivamente elevado do milho que ameaça a avicultura e a suinocultura industrial de Santa Catarina.

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Agronegócio de SC busca alternativas para aliviar crise do milho

O agronegócio catarinense articula várias iniciativas para reverter o quadro do superencarecimento de milho que afeta as maiores cadeias produtivas e ameaça causar pesados e irreversíveis prejuízos à avicultura e à suinocultura industrial. Os preços do milho atingiram em meados de janeiro uma máxima nominal histórica, aquecidos por fortes exportações, alta do dólar e reduzida safra das águas e, desde então, não recuaram. Entretanto, novos fatos podem amenizar os efeitos da crise, na avaliação da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de SC (FAESC).

Há previsão de que o preço do milho recue no mercado interno, expectativa baseada em  vários fatores. Os portos brasileiros suspenderão em março o carregamento do milho para embarcar a safra da soja com destino aos diversos mercados mundiais, tradicionais compradores desse grão brasileiro. Essa operação deve se manter até setembro ou outubro. Por outro lado, a partir de junho começa a ser colhida a safrinha de milho, estimada entre 65 milhões e 70 milhões de toneladas.

“Esses dois fatos conjugados significam mais milho para venda e consumo no mercado interno com pressão de venda dos agricultores que desejarão aproveitar o aquecimento do mercado”, prevê o presidente da FAESC José Zeferino Pedrozo.

Paralelamente a essa mudança de cenário, em Santa Catarina, o governo estadual trabalha para trazer de trem o milho do centro-oeste brasileiro através das ferrovias Ferroeste e América Latina Logística. A ideia é embarcar o cereal em Moto Grosso e Mato Grosso do Sul e trazê-lo até Mafra (SC) e Lages (SC). Essa operação produziria uma expressiva redução de custos de R$ 7 reais por saca, mas exigirá a instalação de entrepostos e armazéns no planalto norte e na serra.
Na mesma direção, as agroindústrias planejam trazer milho do norte pelo transporte de cabotagem, o que também reduziria o custo.

Pedrozo assinala que, no plano internacional, a expectativa de que a China despeje no mercado grandes volumes de milho de seus estoques e a aproximação do início do plantio da nova safra americana tendem a reforçar o cenário de oferta abundante e, assim, frear a reação altista das cotações do grão na bolsa de Chicago, principalmente se não houver nenhum sobressalto climático.

A conjugação dessas possibilidades aliviará a crise para as agroindústrias, mas os efeitos mais positivos somente serão sentidos no segundo semestre. A avaliação da FAESC é corroborada pelas entidades do agronegócio Organização das Cooperativas do Estado de SC (OCESC), Coopercentral Aurora Alimentos, Sindicato das Indústrias da Carne (SINDICARNE) e Associação Catarinense de Avicultura (ACAV).

Quadro catarinense

 A raiz da crise localiza-se nas rápidas e imprevisíveis mudanças do mercado que fizeram o preço do milho saltar de R$ 27 reais a saca em outubro para entre  R$ 43 e R$ 47 reais em janeiro e fevereiro, marcado por forte e persistente viés de alta.

À rigor, nesse momento, não há escassez nem excesso de milho no mercado, mas a opção pela exportação drenou 30 milhões de toneladas do mercado doméstico para o mercado internacional. Dessa forma, os criadores de aves e suínos e as indústrias pagam, desde o ano passado, o valor correspondente à cotação internacional para comprar milho destinado a sua transformação em carne.

Essa situação afeta todo o País, porém, é mais grave em Santa Catarina que está longe de obter autossuficiência em milho. O Estado é o maior comprador de milho dentro do Brasil. Santa Catarina possui o mais avançado parque agroindustrial do País, representado pelas avançadas cadeias produtivas da avicultura e da suinocultura. Essa fabulosa estrutura gera uma riqueza econômica de mais de 1 bilhão de aves e 12 milhões de suínos por ano, sustenta mais de 150 mil empregos diretos e indiretos e gera bilhões de reais em movimento econômico.

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  • Milho - Indicador
    Campinas (SP)
    R$ 71,37
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  • Soja - Indicador
    PR
    R$ 123,41
    kg
  • Soja - Indicador
    Porto de Paranaguá (PR)
    R$ 130,61
    kg
  • Suíno Carcaça - Regional
    Grande São Paulo (SP)
    R$ 10,13
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  • Suíno - Estadual
    SP
    R$ 6,97
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  • Suíno - Estadual
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    R$ 6,85
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  • Ovo Branco - Regional
    Grande São Paulo (SP)
    R$ 183,01
    cx
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    Branco
    R$ 201,42
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    Grande São Paulo (SP)
    R$ 207,88
    cx
  • Ovo Vermelho - Regional
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    R$ 223,39
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    R$ 174,02
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    R$ 202,23
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  • Frango - Indicador
    SP
    R$ 6,81
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  • Frango - Indicador
    SP
    R$ 6,87
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  • Trigo Atacado - Regional
    PR
    R$ 1.251,47
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  • Trigo Atacado - Regional
    RS
    R$ 1.107,94
    t
  • Ovo Vermelho - Regional
    Vermelho
    R$ 227,54
    cx
  • Ovo Branco - Regional
    Santa Maria do Jetibá (ES)
    R$ 196,95
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  • Ovo Branco - Regional
    Recife (PE)
    R$ 182,23
    cx
  • Ovo Vermelho - Regional
    Recife (PE)
    R$ 198,59
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