Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↑ R$ 66,19 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 152,45 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↑ R$ 159,28 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 9,64 / kg
Suíno - Estadual SP ↓ R$ 6,71 / kg
Suíno - Estadual MG ↓ R$ 6,95 / kg
Suíno - Estadual PR ↓ R$ 5,67 / kg
Suíno - Estadual SC ↓ R$ 5,86 / kg
Suíno - Estadual RS ↓ R$ 5,78 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 138,55 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 140,29 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 154,70 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 155,89 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 129,29 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 143,22 / cx
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,21 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,23 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↓ R$ 1.565,43 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.484,33 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 158,68 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 136,07 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↑ R$ 135,22 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↑ R$ 148,68 / cx
Insumos

Paraná compra milho da Argentina para driblar preços e escassez doméstica

Em todo o Brasil a aquisição de mais de 500 mil toneladas do cereal já está confirmada pelas indústrias de aves e suínos.

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Uma produção de 28,2 milhões de toneladas de milho no verão e a perspectiva de colher mais 55,2 milhões na safrinha não foram capazes assegurar a autossuficiência do Brasil no cereal nos primeiros meses de 2016. Pressionado por um volume recorde de exportações em 2015 e preços mais altos do grão em virtude da desvalorização do real perante o dólar, o mercado recorre a vizinhos como a Argentina para garantir o abastecimento.

As aquisições visam administrar problemas de escassez regional, sobretudo em segmentos com alta demanda, como a avicultura, que tem o milho como insumo base para a produção de ração. A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) aponta que as empresas do setor já acertaram a compra de mais de 500 mil toneladas do cereal argentino. O presidente da entidade, Francisco Turra, diz que as entregas vão ocorrer nos meses de abril e maio.

Após exportar um recorde de 30 milhões de toneladas de milho em 2015, o Brasil enxugou parte dos estoques internos. A escassez, aliada a alta do dólar, fez os preços médios do produto subirem, viabilizando a compra internacional. “Apesar de não haver problemas de abastecimento nacional, hoje há excedente de milho apenas no Paraná, na Região Centro-Oeste e em algumas áreas de Minas Gerais”, declarou o secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, André Nassar. Com o fim das retenciones (impostos) e cotas de exportação na Argentina, o país também possui um volume maior disponível para venda.

“É uma oportunidade para atuarmos na redução dos custos de produção, pois as embarcações chegam por Imbituba (SC), tornando o frete marítimo mais atrativo e contribuindo para um valor final do milho com condições de competir com o valor praticado no mercado interno”, explica o gerente de suprimentos do GTFoods, José Carlos Ferreira Junior. Sediada em Maringá (Norte), a empresa avícola fechou a compra de 90 mil toneladas do grão com previsão de entrega até maio.

A demanda aquecida já é detectada nos portos, em um movimento considerado atípico. “Pela primeira vez em pelo menos 10 anos nós recebemos consulta sobre a possibilidade de importar milho da Argentina. E o porto tem condições de descarregar”, afirma o diretor-presidente do Porto de Paranaguá, Luiz Henrique Dividino. O volume importado já Argentina já é o maior desde 2001, quando foram adquiridas 321 mil toneladas do cereal.

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