Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 69,74 / kg
Soja - Indicador PR R$ 155,50 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 161,93 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 8,05 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 5,20 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,46 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,63 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,85 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,75 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 132,33 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 132,55 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 143,81 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 146,96 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 123,67 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 137,16 / cx
Frango - Indicador SP R$ 8,32 / kg
Frango - Indicador SP R$ 8,35 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.535,23 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.419,47 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 153,67 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 129,07 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 140,69 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 154,50 / cx
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Para aproveitar o preço alto, agricultores começam a colheita do milho mais cedo no MT

O preço da saca está excepcionalmente alto e a ideia é aproveitar.
Produtores temem que o cenário não se mantenha assim por muito tempo

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Para aproveitar o preço alto, agricultores começam a colheita do milho mais cedo no MT

Os agricultores de Mato Grosso começaram a colher a segunda safra de milho antes da hora para aproveitar o preço alto do produto. A preocupação deles é que essa situação favorável dure pouco.

O produtor rural Vagner Daghetti acompanha de perto a colheita dos 1,5 mil hectares de milho que foram cultivados na propriedade em Ipiranga do Norte. O processo começou há uma semana, bem antes do previsto, e a colheita só deveria ter início em junho.

“Temos a oportunidade de um preço melhor na safra, a gente vendia no geral o milho a R$ 13 nessa época do ano e nesse ano atípico, estamos conseguindo R$ 35 pela saca”, conta.

A valorização da saca tem uma explicação: falta milho no mercado, mas mesmo assim, os agricultores temem que os preços não se sustentem. A quantidade de chuvas foi inferior ao necessário e muitos produtores estão prevendo perdas de produtividade.

Fábio Tavares é gerente de uma propriedade onde o milho ocupa uma área de 13 mil hectares. Ele diz que quase 800 hectares estão perdidos, atingidos por um veranico. Para tentar recuperar essas perdas, ele resolveu antecipar também a colheita.

Fábio controla a venda dos grãos na fazenda porque parte da produção já está comprometida com contratos futuros, fechados antes da safra. O que ele está fazendo é uma inversão porque normalmente se colhia somente o grão vendido, depois armazenava o disponível em busca de preços melhores, no período pós-safra.

“Está atípico, vou colher primeiro o que a gente estimou de sobra para diluir o custo e só depois seguir e cumprir os contratos”, explica.

O ciclo de desenvolvimento de uma lavoura de milho é de 120 dias, em média, os produtores estão colhendo com 90. O plantio foi feito na hora certa e o grão está formado e maduro.

A preocupação com a colheita antecipada é sobre a umidade, que ainda está muito alta.

Das lavouras, o milho precisa ir direto para os silos, onde passam por um processo de secagem, por isso, a colheita é mais lenta que o convencional e o grão não pode esperar. Um dia parado nos caminhões já representa perda de qualidade.

O processo de secagem de uma carga pode demorar até 10 horas e tem um custo de R$ 1,50 por saca, em média.

O agrônomo Douglas Lampugnani explica o que pode ocorrer com o grão caso fique exposto antes do processo. “A tendência é fermentar, ele esquenta dentro do caminhão ou do armazém, então requer muito cuidado”, diz.

A Aprosoja, que representa os produtores, estima que Mato Grosso vai colher, na segunda safra de milho, 11% a menos que no ano passado.

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