As novas tecnologias já chegaram ao agronegócio, mas o setor sofre com a falta gente preparada para utilizá-las e aproveitar o que elas podem oferecer
Falta de educação básica afeta desenvolvimento do agro
Um dos principais gargalos que travam um desenvolvimento mais rápido e efetivo do agronegócio brasileiro está diretamente relacionado à educação daqueles que fazem parte dessa cadeia. A falta de escolarização profissional básica é o maior obstáculo da produção agropecuária, conforme especialistas do setor.
Para ter ideia do cenário, apenas no Estado de Mato Grosso, 53% dos analfabetos estão trabalhando no campo. Para o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Mato Grosso (Famato), Rui Prado, capacitar os profissionais é fundamental.
“Temos um protagonismo na economia brasileira, nos resultados da balança comercial do país, mas há um gargalo na educação e precisamos de mais conhecimento, de pessoas mais preparadas no agronegócio de Mato Grosso e também do Brasil. Falta gente preparada para aproveitar o que as tecnologias de ponta oferecem”, afirma.
Leia também no Agrimídia:
- •Roberto Cano de Arruda é homenageado em Itu e reforça legado na suinocultura paulista
- •Diálogo entre setor público e privado impulsiona cadeias produtivas de suínos, aves e peixes em MS
- •Sanidade e Agropecuária: Reino Unido intensifica combate à importação ilegal de carne e reforça medidas de biossegurança
- •Avicultura e Exportação: influenza aviária redefine comércio global de frango nos EUA sem colapso dos mercados
De acordo com Prado, as modernas tecnologias já chegaram ao agronegócio, seja nas máquinas, na genética, no manejo das culturas e nos rebanhos, mas falta gente preparada para utilizá-las e aproveitar o que elas podem oferecer.
“Não acredito em um país que cresce e se torne referência do ponto de vista socioeconômico e ambiental sem conhecimento. Sem conhecimento, não seremos protagonistas de nada”, reforça Prado.
Novos modelos
Nesse sentido, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar-MT) realizou em novembro, em Cuiabá (MT), a segunda edição do “CresceMT – Educação para um novo tempo” (a primeira foi em abril deste ano), para debater novos modelos de educação e inovação no Brasil.
“Presenciamos, aqui, muitas pessoas que chegam para trabalhar no campo com problemas de alfabetização, seja analfabetos mesmo ou alfabetizados, porém com dificuldade de compreensão e aprendizado”, observa o presidente da Famato, que ainda faz um alerta: “É necessário melhorar o ensino da população brasileira como um todo para que possamos continuar a crescer. O agronegócio nacional precisa dessa capacitação para evoluir”.





















