Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 69,28 / kg
Soja - Indicador PRR$ 120,32 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 126,77 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 10,08 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 6,85 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 6,77 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 6,59 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 6,51 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 6,67 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 158,59 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 166,43 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 174,27 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 181,66 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 149,01 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 167,13 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,26 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,31 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.175,36 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.087,75 / t
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Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 157,65 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 148,85 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 160,76 / cx
Bem-Estar Animal

Bem-estar animal: Demanda social X Agregação de valor

BEA traz pouco ao preço mas agrada ao consumidor.

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Bem-estar animal: Demanda social X Agregação de valor

Diversas pesquisas mostram que os consumidores, cada vez mais, preocupam-se sobre como seus alimentos são produzidos, mas a lógica de que produtos “melhores” custam mais pode não valer quando o assunto é bem-estar animal.
O suinocultor interessado em elevar os níveis de bem-estar animal em sua granja deve estar se perguntando: investir neste tipo de produção vai ou não agregar valor ao meu produto?
Se agregar valor é receber mais pela carne suína, a resposta, provavelmente, é não. “Infelizmente, ainda que o consumidor mostre-se preocupado com o respeito ao meio ambiente, não existência de trabalho escravo e bem-estar animal, isso perde a importância para o fator preço na maioria dos casos”, constata a pesquisadora Maria Stella Saab.
De três produtores consultados sobre o uso de baias coletivas para a série sobre bem-estar da ABCS, apenas um afirmou ter diferencial de preço. Mas, se o produto estiver certificado, há uma pequena parcela de consumidores brasileiros que paga mais pela carne diferenciado.
Uma pesquisa mostrou que, depois de assistir a um vídeo sobre maus tratos a animais de produção, o percentual de pessoas dispostas a pagar 20% mais por carnes certificadas saltou de 53% para 68%.
Este público tende a aumentar pela sensibilização promovida pelos meios de comunicação, mas trata-se de um processo longo que, possivelmente, será “deixado para trás” pela competição em busca da diferenciação dentro da própria agroindústria.
“É claro que já existe uma parcela dos consumidores que busca isso e aceita pagar mais para obter um produto que cumpra as exigências sobre o assunto, mas é apenas uma parcela dos consumidores. Como um nicho de mercado, algumas empresas rurais ou industriais, que se importam com o tema e acreditam nele, investem no diferencial”, cita.
Na União Europeia, por exemplo, segundo o chefe da Comissão Europeia para bem-estar animal, Andrea Gavinelli, foi observada uma remuneração de 1,06 centavo a mais por quilo de suíno produzido por meio de sistemas com maior nível de bem-estar animal. Tal acréscimo está longe de ser um estímulo mesmo em um mercado onde o tema é bem mais difundido.
A questão é que, apesar de muitos declararem estar dispostos a pagar mais, poucos realmente desembolsam mais dinheiro pelos produtos certificados atualmente. Se o preço não é um grande estímulo, a exigência do mercado ou estar em conformidade com o que espera o consumidor são argumentos mais fortes.
“O varejo será o primeiro a perceber essa tendência de consumo e criará exigências à indústria, que as repassará ao produtor. Ambos, indústria e varejo, criarão maneiras de certificar-se de que suas exigências estão sendo cumpridas, a fim de divulgar isso como um belo apelo de marketing”, explica a pesquisadora.
Por exemplo, nos EUA, grandes redes de supermercados, agroindústrias e restaurantes já adotam ou adotarão em breve o uso de baias coletivas como requisito. No caso brasileiro, o mesmo processo já começou a acontecer. Os exemplos mais emblemáticos são o da BRF e do McDonald´s.
Enfim, elevar os níveis de bem-estar agrega valor à carne suína? Enquanto a prática for um diferencial certificado e reconhecido por um nicho de consumidores, é possível. Mas, quando a maioria da produção usar as baias coletivas, por exemplo, o diferencial passará a ser requisito mínimo para se manter no mercado.
“Ainda não é uma exigência, mas é algo que já se percebe como altamente importante para o futuro. Certamente os produtores que se adiantarem e se adequarem às práticas de bem-estar animal terão ganhos importantes”, acrescenta Maria Stella.
Para ela, inclusive, depois da adoção de mais práticas de bem-estar, o produtor reconhece que o principal benefício não é a remuneração maior pelo quilo da carne suína. “Os animais tornam-se mais dóceis e fáceis de lidar, há menos perdas por estresse, e os funcionários acabam adotando melhores práticas de maneira natural”, diz.
De certa maneira, o debate sobre bem-estar animal na produção de suínos pode demonstrar que agregar valor não é, necessariamente, receber mais pelo mesmo produto. A demanda social sugere que valor agregado é, também, ser bem-visto e respeitado pelos consumidores, o que talvez seja até mais valioso.

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