Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 69,29 / kg
Soja - Indicador PR R$ 155,18 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 161,89 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,86 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 5,04 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,26 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,59 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,71 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,69 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 133,21 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 132,55 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 148,24 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 149,07 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 124,52 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 137,52 / cx
Frango - Indicador SP R$ 8,31 / kg
Frango - Indicador SP R$ 8,31 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.510,24 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.400,50 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 156,97 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 127,22 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 141,41 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 154,50 / cx
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Energia

Revolução do gás de xisto nos EUA já favorece a Vale

A expansão das usinas nos EUA vem a calhar para a Vale, pois pode compensar, em parte, o estreitamento do mercado europeu, muito importante para a empresa.

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Revolução do gás de xisto nos EUA já favorece a Vale

A Vale já começa a se beneficiar do “ressurgimento da indústria” dos EUA, graças ao gás de xisto, tido como responsável por uma revolução energética em escala global e que poderá dar ao país mais rico do mundo a autossuficiência em energia.

A mineradora já fechou um contrato, por meio de sua subsidiária Samarco, para a venda de pelotas de ferro a uma siderúrgica em construção nos EUA.

Negocia ainda o suprimento para mais duas usinas em instalação nos EUA. “Vivemos um ressurgimento do setor industrial nos EUA com o ‘shale gas’ [gás de xisto] e isso ajuda a siderurgia”, diz Murilo Ferreira, presidente da empresa.

A expansão das usinas nos EUA vem a calhar para a Vale, pois pode compensar, em parte, o estreitamento do mercado europeu, muito importante para a empresa.

Desde a crise de 2008, muitas siderúrgicas fecharam ou cortaram a capacidade na Europa. Já há sinais de recuperação, mas os clientes europeus estão ainda muito distantes de seu volume de encomendas pré-crise.

Com os novos contratos nos Estados Unidos, a previsão da Vale é retomar aos poucos a produção de pelotas, que caiu 15,3% de janeiro a setembro de 2013. Houve queda também no volume de minério de ferro extraído pela mineradora, mas num ritmo menor (3,3%), graças à demanda da China.

Não há, porém, um cronograma para reativar as usinas nem os volumes negociados nos contratos com siderúrgicas dos EUA foram revelados.

Nos EUA, essas novas usinas usam o sistema chamado de redução direta para a fabricação de aço, por meio das pelotas e do uso do gás como combustível. No modelo convencional (usado na China e nas siderúrgicas brasileiras, por exemplo), utiliza-se carvão e minério de ferro bruto.

Produtor de minério de ferro, os EUA nunca foram um grande destino das exportações da Vale, ainda mais com o declínio da siderurgia no país nos últimos anos. A Vale vê o “renascimento” do setor naquele país como uma forma colocar seus produtos a um preço competitivo, principalmente devido à posição logística estratégica.

Um frete do Maranhão, onde a Vale mantém um porto, para os EUA é muito mais barato do que para a China, maior cliente da mineradora.

Cada vez mais a Vale torna-se dependente da China -destino de quase 50% da sua produção. Os países asiáticos absorvem 67% do minério de ferro da empresa.

Murilo Ferreira vê na China ainda uma grande fonte de dinamismo para o setor e crê que o país manterá sua posição de maior consumidor global do minério de ferro e produtor de aço. Mas também enxerga espaço para crescer nos EUA.

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