Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↑ R$ 67,35 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 148,31 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↓ R$ 154,75 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 9,46 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 6,55 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,67 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,78 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,72 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,73 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 141,38 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 144,11 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 152,36 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 163,60 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 132,26 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 145,83 / cx
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,38 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,39 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↑ R$ 1.562,68 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.468,08 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 154,63 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 136,46 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↑ R$ 145,73 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 158,66 / cx
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Países da África têm potencial para setor sucroalcooleiro

Os polos agroenergéticos seriam capazes de produzir 600 mil metros cúbicos de etanol e 310 GW de energia elétrica, gerando US$ 437 milhões.

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Países da África têm potencial para setor sucroalcooleiro

A consultoria de negócios Bain & Company e o escritório de advocacia Machado, Meyer, Sendacz e Opice Advogados concluíram um amplo estudo sobre o setor sucroalcooleiro no oeste da África, para o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O levantamento aponta que existe na União Econômica e Monetária do Oeste Africano (Uemoa) potencial para a produção de 950 mil toneladas de açúcar, o que poderia resultar em US$ 1 bilhão para a economia local. Já os polos agroenergéticos seriam capazes de produzir 600 mil metros cúbicos de etanol e 310 GW de energia elétrica, gerando US$ 437 milhões. O impacto do setor seria de algo em torno de 1% a 5% do PIB da região, formada por Senegal, Mali, Níger, Burkina Faso, Benin, Togo, Costa do Marfim e Guiné Bissau. Hoje, a situação econômica da Uemoa é crítica: os oito países, juntos, registram um PIB de US$ 136 bilhões e têm um déficit de US$ 6,8 bilhões na balança comercial.

O estudo demorou mais de um ano para ser concluído e mapeou 11 potenciais polos para o plantio de cana, produção de açúcar e etanol e instalação de usinas termelétricas. A ideia é utilizar o modelo brasileiro como inspiração para aliar a produção de alimento – no caso o açúcar – com a oferta da geração de energia e biocombustíveis. No total, esses potenciais polos demandariam um investimento de US$ 3,2 bilhões. Dos países analisados, o que teria maior impacto seria o Togo, em que investimentos de US$ 425 milhões gerariam um crescimento aproximado de 5% do PIB. Senegal e Benin são os países que mais apresentam potencial de investimentos. Neles, os valores chegariam a US$ 663 milhões e US$ 512 milhões, respectivamente.

Segundo o levantamento, o mapeamento desses polos fortalece um importante tripé para as nações da Uemoa. Inicialmente, a necessidade de alimentos seria minimizada, já que os países poderiam substituir a importação de açúcar. Os outros dois pontos de apoio são a oferta de combustíveis e energia essenciais para o desenvolvimento industrial dessas localidades. Uma das propostas defendidas pelos responsáveis pelo relatório é utilizar o conceito de “zonas de desenvolvimento especiais”, que visa fortalecer a agricultura familiar. O conceito foi disseminado pelo ministro da Agricultura da Nigéria, Akinwunmi Adesina e é muito bem aceito na comunidade mundial.

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