Sobre a integração das operações, Batista comentou que ela será feita ‘olhando o dia a dia, com pessoas certas e lugares certos’.
Gilberto Tomazoni presidirá divisão de aves da JBS no Brasil

O presidente da JBS, Wesley Batista, informou, nesta segunda-feira, 10, que Gilberto Tomazoni, que preside a JBS Aves, assumirá a presidência da unidade de aves, suínos e industrializados da companhia no País, agora que conta com a Seara Brasil. Tomazoni tem ampla experiência no setor, tendo trabalhado por mais de 30 anos na Sadia, com passagem também pela Bunge.
Sobre a integração das operações, Batista comentou que ela será feita ‘olhando o dia a dia, com pessoas certas e lugares certos’. O negócio, cujas conversas começaram há aproximadamente três semanas, adicionará à JBS R$ 10 bilhões em seu faturamento anual.
Batista disse que uma das razões do interesse da JBS na Seara foi, além da marca, a perspectiva de um cenário mais favorável para os grãos e câmbio no Brasil. ‘Nós acreditamos em um cenário mais favorável no País nesse segmento’, afirmou.
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Sérgio Rial, futuro presidente da Marfrig, disse que os ativos da Seara Brasil estão com 60% da utilização da capacidade instalada e que há uma grande perspectiva de crescimento da produção somente com os ativos atuais. Ele disse que o negócio ainda precisa ser aprovado pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), mas que espera o término da transação até o terceiro trimestre.
Dívida
Rial explicou que a venda da Seara Brasil e das operações de couro no Uruguai reduziu o endividamento do grupo Marfrig em mais de 60%. ‘E se for falar em endividamento bancário ficaremos praticamente zerados’, afirmou. Segundo o executivo, com essa transação, a Marfrig não vê mais necessidade de venda de outros ativos, porque a operação ‘coloca a companhia no melhor perfil de dívida dos últimos anos’. Ele ressaltou, ainda, que o BNDES não participou da operação.
Já o presidente da JBS disse que não há planos da empresa de fechar fábricas da Seara e afirmou que não vai fazer grandes aquisições nos próximos períodos. ‘Estaremos 100% focados nesse negócio. Não vamos olhar grandes movimentos em aquisições, porque essa compra da Seara é estratégica para a expansão da companhia’, frisou.
A compra pela JBS envolveu 100% dos ativos da Seara Brasil e a unidade de couros da empresa no Uruguai. A Seara Brasil possui 30 unidades, 21 centros de distribuições, alguns escritórios internacionais e possui a capacidade de abate de três milhões de aves por dia e processamento de 80 mil toneladas de itens industrializados.
Com relação aos patrocínios esportivos da Seara – Santos, CBF e Copa do Mundo – Rial explicou que o contrato com a CBF foi interrompido no mês passado, não houve alteração quanto ao da Copa e o do Santos será decidido pela JBS.





















