Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 71,01 / kg
Soja - Indicador PRR$ 122,72 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 130,15 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 9,95 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 6,95 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 6,76 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 6,65 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 6,59 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 6,84 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 183,01 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 198,61 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 208,49 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 221,27 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 174,02 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 201,69 / cx
Frango - Indicador SPR$ 6,88 / kg
Frango - Indicador SPR$ 6,93 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.253,22 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.114,33 / t
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Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 178,31 / cx
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Evento

Perda de competitividade das exportações de frango é tema no SIAV

Estudo será apresentado no Salão Internacional da Avicultura.

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O Brasil poderia ter obtido receitas adicionais de US$ 1,650 bilhão e gerado cerca de 94 mil empregos diretos e indiretos, nos últimos quatro anos, não fosse a perda de competitividade de suas exportações de carne de frango. E se o quadro permanecer até 2020, poderão deixar de ser gerados em torno de 103 mil empregos diretos e indiretos na cadeia avícola.

As conclusões são da União Brasileira de Avicultura (Ubabef), a partir de estudo coordenado pelo gerente de Relações com o Mercado, Adriano Zerbini, em parceria com a consultoria Agro.Icone e realizado junto a empresas que representam cerca de 70% da produção avícola nacional. O trabalho será apresentado durante o Salão Internacional da Avicultura (SIAV), que acontece entre os próximos dias 27 e 29, em São Paulo.

De acordo com o estudo, o principal gargalo da competitividade da indústria avícola nacional está nos altos custos industriais. E onde os mais relevantes são os custos de mão de obra, de embalagem e de investimentos.

A perda de competitividade do Brasil no mercado internacional de carne de frango pode ser observada pela redução da participação do país nas exportações mundiais dessa proteína. No período de 2001-2004, esta participação era de 30%, passando para 39% no período 2005-2008 e caindo para 37% no quadriênio 2009-2012.

O documento destaca que a melhoria da competitividade na indústria avícola nacional passa pelo aumento da produtividade da mão de obra. O setor responde por 347 mil empregos diretos.

Neste universo estão incluídos nove mil funcionários dedicados exclusivamente ao Serviço de Inspeção Federal (SIF). O estudo afirma que esse custo poderia ser reduzido com mais investimentos do Ministério da Agricultura em pessoal.

“Precisamos incentivar a modernização e a automação das agroindústrias avícolas, além de investir em capacitação da mão de obra”, destacou o presidente executivo da UBABEF, Francisco Turra.

O estudo aponta que esse investimento em inovação passa pela redução do custo de investimento, através de medidas como facilitação de acesso ao crédito, juros mais baixos e a desoneração na compra de insumos.

“Apesar das dificuldades apontadas pelo estudo, todos os cenários indicam que o Brasil continuará como o maior exportador mundial de carne de frango.

Contamos com um importante fator de competitividade que é o fácil acesso a insumos como milho e soja. Além disso, no que diz respeito à conjuntura, os ajustes cambiais em curso são favoráveis ao Brasil. E podem criar a janela de tempo necessária para se implementar uma estratégia que estimule os investimentos destinados à redução dos custos industriais”, concluiu Turra.

O SIAV – “Valor Agregado: Novos caminhos para a inovação avícola” é o tema do Salão Internacional da Avicultura (SIAV), maior e mais importante encontro da avicultura nacional, que será promovido pela Ubabef entre os dias 27 e 29 de agosto, no Anhembi, em São Paulo (SP).

A busca por caminhos para expandir a capacidade de agregação de valor norteará os painéis políticos, técnicos e conjunturais, com a participação de mais de 60 palestrantes, entre CEOs das maiores agroindústrias avícolas do mundo, diretores, líderes setoriais, técnicos e pesquisadores de organizações brasileiras e da União Europeia, como a DG Sanco e DG Agri, da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), Organização Mundial do Comércio (OMC), de universidades e institutos de pesquisa estrangeiros, do International Poultry Council (IPC) e a Associação Latinoamericana de Avicultura (ALA).

Reuniões paralelas, como um encontro da Comissão Regional da OIE para as Américas, Projeto Produtor (voltado para produtores integrados das agroindústrias), eventos com focos na produção de ovos e no desenvolvimento sustentável da cadeia produtiva completam a programação.

Como um dos principais eventos internacionais do setor avícola mundial, o SIAV já conta com a confirmação de presença de representantes de mais de 30 países – entre empresários, compradores e jornalistas – dos cinco continentes. Outros já estão pré-agendados e também deverão participar do SIAV.

“De mercados consagrados como grandes importadores de produtos avícolas do Brasil, como Emirados Árabes, Holanda e Hong Kong, a potenciais importadores, como Indonésia e Nigéria, todos visitarão o SIAV em busca de novas oportunidades de negócios e de intercâmbio de informações”, diz Turra.

Neste sentido, o diretor de Mercados da Ubabef, Ricardo Santin, destaca que mais de 20 agroindústrias produtoras e exportadoras participarão do Salão Internacional da Avicultura, com estandes próprios ou por meio do Projeto Imagem, em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), atendendo a clientes do mercado interno e externo.

“Será uma grande oportunidade para destacarmos os diferenciais do setor avícola brasileiro, junto aos jornalistas e compradores estrangeiros, como fornecedor de alimentos para o mundo”, ressalta Santin.

Soma-se a essa massiva participação das agroindústrias a presença de todas as casas genéticas fornecedoras da avicultura brasileira, empresas de equipamentos, certificadoras halal, logística, insumos, laboratórios, prestadores de serviço e outros.
“São mais de 100 expositores nesta que já se consagrou como a maior feira promovida para o setor avícola no Brasil”, enfatiza o diretor Administrativo e Financeiro da Ubabef, José Perboyre.

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