No sul do estado, a seca ainda causa problemas. Agricultores reclamam que o milho comprado do governo não foi entregue.
Governo atrasa entrega de milho e animais passam fome no CE
Várzea Alegre, município do centro-sul cearense, é o retrato do sertão nordestino. Sem chuva há cinco meses tudo secou, o que dificulta mais ainda a vida da população e dos animais.
Para amenizar a situação, em abril, a presidente Dilma doou 30 mil toneladas de milho para o governo do Ceará revender a preços subsidiados de R$ 18,20 a saca de 60 quilos para agricultores familiares e de R$ 21 para os outros produtores rurais cadastrados no programa Venda em Balcão, da Conab.
Em junho, o milho foi estocado no porto do Pecém, na região metropolitana de Fortaleza, mas segundo o próprio governo, 5,5 mil toneladas ainda não foram entregues para criadores do interior do Ceará. A região do Cariri, que tem o segundo maior rebanho bovino do estado, é a mais prejudicada com o atraso do milho transportado de trem.
Em um pequeno rebanho bovino com apenas 12 cabeças, o criador João de Morais diz que precisa de pelo menos uma saca de 60 quilos de milho, por dia, para reforçar a alimentação das vacas leiteiras.
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João Maurício de Morais comprova que pagou a fatura de R$ 327 em junho para receber 18 sacas de milho. Quase três meses depois, os grãos não chegaram e está bem mais caro para o criador sustentar os animais.
Idelfonso Ferreira Lima tem um rebanho bem maior no mesmo município, com cerca de 90 cabeças. Ele também pagou antecipado para receber 23 sacas de milho, mas até agora, a entrega não foi feita.
Nelson Martins, secretário do Desenvolvimento Agrário, informa que o trabalho está sendo realizado e que até o final de setembro, todo o milho deve estar devidamente distribuído.





















