Desenvolvida no país, a inovação com polímeros e plástico substitui as pesadas placas de silício por um filme impresso muito mais leve, transparente, de fácil transporte e instalação, mas com a mesma eficiência.
Painel orgânico pode ser fonte de energia solar
A Csem Brasil, empresa de tecnologia com sede em Belo Horizonte, vai investir US$ 19 milhões nos próximos três anos no desenvolvimento de uma tecnologia de produção de células fotovoltaicas orgânicas de múltiplas utilidades capaz de revolucionar a geração de energia, o uso da água na agricultura e até a produção de alimentos.
Desenvolvida no país, a inovação com polímeros e plástico substitui as pesadas placas de silício por um filme impresso muito mais leve, transparente, de fácil transporte e instalação, mas com a mesma eficiência. Pode ser usado nas fachadas de grandes prédios, para produzir energia, no teto solar de um carro, para garantir o funcionamento de equipamentos eletrônicos como os painéis do veículo ou a movimentação dos vidros, na cobertura de uma estufa, para controlar a entrada de luz e de temperatura além da geração de energia, ou na agricultura de precisão, com a implantação de sensores de umidade que detectam a efetiva necessidade de água do solo e evitam o desperdício na irrigação. Costurada na aba de uma pasta ou na mochila pode recarregar a bateria de um notebook ou do celular apenas com a luz solar ou até mesmo artificial.
“A tecnologia da eletrônica orgânica impressa representa uma mudança de paradigma. Ela permite a utilização mais limpa e ampla da energia solar para a geração de eletricidade, podendo ser aplicada no revestimento de estruturas, janelas, dispositivos eletrônicos e até mesmo em veículos ou em casas em localidades remotas ainda sem eletricidade”, disse Tiago Alves, presidente da Csem Brasil, um dos palestrantes da 3ª Conferência de Inovação Brasil-Estados Unidos promovida pelo BNDES.
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Além de aplicações inovadoras, as características das células fotovoltaicas orgânicas permitem uma redução importante nos custos de instalação das unidades de produção, responsáveis por até 70% do custo total dos sistemas fotovoltaicos tradicionais. Esse fator e a facilidade de transporte podem também assegurar um mínimo de conforto para mais de um milhão de lares ainda sem energia elétrica no Brasil. A fabricação, que utiliza a impressão em rolos, e os materiais empregados nas células orgânicas representam uma notável redução de impacto ambiental quando comparados ao das células tradicionais. A energia utilizada na produção é aproximadamente vinte vezes menor do que a energia empregada na produção dos painéis de silício, o que a torna uma opção ainda mais verde para o reaproveitamento da energia solar
A Csem Brasil foi criada em 2007 pela empresa suíça Csem – Centre Suisse d’Électronique e Microtechnique SA – e pelos gestores de investimentos FIR Capital, com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig), para fornecer soluções tecnológicas inovadoras ao mercado e à indústria, em parceria com instituições de excelência nacionais e internacionais. O grupo investe para criar no Brasil não apenas uma avançada linha de produção de condutores e resistência de baixa temperatura cofired cerâmica (LTCC), mas também umas das melhores infraestruturas no mundo para produzir dispositivos orgânicos impressos, tal como Painéis Orgânicos Fotovoltaicos.




















