O Brasil será o principal fornecedor de alimentos para os sauditas.
Arábia Saudita deverá aumentar importação de carne de frango de Santa Catarina

Aprovado na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional para a Embaixada do Brasil no reino da Arábia Saudita, o diplomata Flavio Marega informou ao senador Luiz Henrique (PMDB-SC) que pela extrema escassez de água naquele País, o Brasil será o principal fornecedor de alimentos para os sauditas – especialmente de frangos procedentes de Santa Catarina, que já participa com 78% de exportação da carne.
O sabatinado adiantou ao senador que apesar das previsões de que as reservas de petróleo da Arábia Saudita perdurem por 80 anos, fontes alternativas estão nas preocupações das autoridades com o anúncio de autonomia energética dos Estados Unidos – com a produção fóssil do gás natural de xisto por fraturamento hidráulico.
Flavio Marega concordou com Luiz Henrique de que a nova matriz energética americana mudará a geopolítica do planeta e afetará os países do Oriente Médio, particularmente a Arábia Saudita – maior fornecedor de petróleo para os EUA e segundo maior para o Brasil.
Leia também no Agrimídia:
- •Paraná atinge recorde na produção de frango, suínos, bovinos, leite e ovos
- •Influenza Aviária: resposta rápida no RS evidencia força do sistema sanitário brasileiro no anuário de Avicultura Industrial
- •Conselho Americano do Ovo reestrutura estratégia para ampliar demanda global e apoiar produtores
- •Paraná exporta frango para 150 mercados internacional e lidera diversificação de destinos
E alertou que os EUA já estão revertendo a classificação de seus portos de importadores de petróleo para exportadores de energia de gás de xisto a partir de 2020.
Diante da ameaça e com economia baseada exclusivamente nas reservas exauríveis de petróleo, ele informou ao senador que a Arábia Saudita e outros emirados árabes já optaram por entrepostos comerciais. E que as empresas brasileiras de engenharia terão grandes oportunidades para reforçar a infraestrutura local, cujo programa de investimentos está orçado em US$ 400 bilhões.
Esclareceu ainda, que diferentemente de outros países do Oriente Médio a Arábia Saudita não tem potencial turístico nem sequer visto para turistas. Nessa área o País se resume às peregrinações às mesquitas de Meca e de Medina.





















