O fabricante de produtos alimentares fresco-congelados e cozidos serve principalmente a QSRs (“Quick Service Restaurants”).
Keystone Foods vai construir sua primeira unidade na Indonésia em 2014 e mira no Oriente Médio, diz VP

A Keystone Foods, uma das maiores fornecedoras globais de alimentos para o mercado de serviços de alimentação (food service) e adquirida pelo Grupo Marfrig em 2010, espera fechar 2013 com receita de vendas de R$ 5,4 bilhões, um aumento potencial de 10% ante 2012, e vai construir sua primeira planta de processamento na Indonésia em 2014, disseram executivos da companhia a CarneTec na segunda-feira em São Paulo.
Richard Wong, vice-presidente executivo para a Ásia-Pacífico, Oriente Médio e África (APMEA), falou sobre os planos de expansão para a Keystone após uma apresentação do Grupo Marfrig, realizada para investidores e analistas na capital paulista.
O fabricante de produtos alimentares fresco-congelados e cozidos serve principalmente a QSRs (“Quick Service Restaurants”), com o McDonald’s respondendo por 65% das vendas globais no ano passado. A Keystone representou 28% das vendas totais do Grupo Marfrig no primeiro semestre deste ano, com 77% realizadas nos Estados Unidos e 23% no resto do mundo.
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Um ponto-chave para o crescimento da Keystone será sua expansão geográfica, com prioridade na Indonésia e no Oriente Médio. A Keystone possui atualmente instalações de produção na Austrália, Malásia, Tailândia, China, Hong Kong e Coréia do Sul que servem outros países da APMEA.
Um mercado com 240 milhões de habitantes, a Indonésia é maior do que o Brasil e 10 vezes maior do que a Austrália, disse Wong. Sua classe média de 45 milhões de consumidores vai triplicar até 2030, estima ele. Com a maior população muçulmana do mundo e uma taxa de consumo per capita de carne de frango que é baixo para os padrões de nação desenvolvida, a Indonésia oferece um dos melhores potençiais de crescimento a longo prazo, disse Wong.
A Keystone vai construir sua primeira planta de processamento na Indonésia em 2014, com uma capacidade operacional de até 10.000 toneladas por ano, disse Wong. A instalação, que deve começar a operar no mesmo ano, vai exigir um investimento inicial de US$ 6 milhões, acrescentou.
“Esta unidade vai concentrar-se principalmente em carne de frango, com um pouco de processamento de carne bovina,” disse Wong a CarneTec. “Estamos perto de um acordo com um parceiro de joint venture, um dos dois maiores processadores de aves na Indonésia.”
Além disso, a empresa está estudando se deve ou não construir sua primeira unidade de produção no Oriente Médio. Esse é um mercado em crescimento que a Keystone atende atualmente com a produção realizada na Malásia e na Tailândia. Mas o McDonald’s solicitou que um grande fornecedor se estabeleça na região, disse Wong.
Os mercados do Oriente Médio que a empresa atende têm uma população conjunta de 50 milhões de habitantes. Eles têm um produto interno bruto que quadruplicou desde 2001 e aumentou 4,6% este ano, três vezes a média global. As vendas de carne bovina e avicola do McDonald’s na região subiram 28% este ano, notou ele.
Wong citou a Arábia Saudita como um centro potencial para produzir e abastecer a região. Frank Ravndal Jr., CEO da Keystone Foods, disse a CarneTec que o estudo poderia ser concluído nos próximos seis meses.
Entre outras metas para Keystone, Ravndal destaca carne avícola como um alvo para o crescimento, com maior demanda de carne de peito de frango dos EUA, que exige um investimento em equipamento para criar aves maiores em novas unidades dos EUA. Setenta por cento das necessidades de carne da Keystone nos EUA vêm através da integração vertical, observou.
A empresa também vai tentar crescer no segmento “Key Accounts,” que inclui todos os clientes além do McDonald’s. Isso deve envolver um impulso para uma cobertura mais ampla da APMEA, mas com o plano do McDonald’s para dobrar sua presença na próxima década, a Keystone pode absorver essa demanda, disse Ravndal.
O Grupo Marfrig espera investir R$ 600 milhões em 2014, disse o futuro presidente do grupo, Sergio Rial , na segunda-feira. O grupo não tem planos de vender mais ativos, após a venda da divisão Seara Brasil a JBS SA.





















