Exportações brasileiras de carne suína para o país, que representa 9% do mercado, estão praticamente paradas.
Venda de carne suína à Argentina é freada

Quase um mês após a Argentina impor a necessidade de autorização prévia para todas as importações, as exportações brasileiras de carne suína para o país, que representa 9% do mercado, estão praticamente paradas.
Para o governo brasileiro, essa é hoje a maior preocupação na relação com o vizinho.
Dados do Ministério do Desenvolvimento apontam que as vendas de carne de porco aos argentinos em fevereiro, até a quinta passada (dia 23), foram de 30 toneladas por dia, em média, uma redução de 77,5% na comparação com o mesmo período de 2011.
Leia também no Agrimídia:
- •Desoneração do diesel atende pedido da CNA e pode reduzir custos da produção agropecuária
- •Agronegócio paulista registra superávit de US$ 2,79 bilhões no primeiro bimestre de 2026
- •Fiagro de R$ 200 milhões aposta em compra de fazendas e arrendamento para financiar produtores rurais
- •Crédito rural empresarial soma R$ 354,4 bilhões nos primeiros meses do Plano Safra 2025/2026
“Exportações para lá estão quase congeladas. Tradicionalmente, vendemos 4.000 toneladas”, diz Pedro de Camargo Neto, presidente da Abipecs (Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína).
Camargo Neto crê que o número tenha saído do zero porque algumas exportações de janeiro podem só ter sido contabilizadas agora. Em relação ao primeiro mês do ano, as exportações de carne de porco caíram ainda mais: 83,7%.
Na semana passada, representantes do setor estiveram na Secretaria de Comércio Exterior para pedir providências em relação ao tema.
“A venda de carne suína é a nossa principal preocupação agora em relação à Argentina”, afirma Tatiana Prazeres, secretária de Comércio Exterior do ministério. “Nas exportações em geral, não houve redução de vendas.”
Em 2011, o Brasil exportou US$ 1,4 bilhão em carne suína a outros países. A Argentina respondeu por US$ 129,3 milhões desse total.





















